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Ilan Brenman defende mais liberdade nos livros infantis

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
  • Terça, 05 Setembro 2017 18:28
Ilan Brenman defende mais liberdade nos livros infantis

Autor participou de encontro com alunos no estande do FNDE na Bienal do Livro

A onda politicamente correta que avança na literatura infanto-juvenil da atualidade pode inibir a imaginação e a criatividade de crianças e adolescentes. Esta é a tese defendida com unhas e dentes por Ilan Brenman, escritor, psicólogo, mestre e doutor em Educação. Autor de mais de 60 livros publicados no Brasil e em diversos países da Europa e Ásia, ele esteve no estande do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) na Bienal do Livro do Rio, no final da manhã desta terça-feira, 5 de setembro. E comprovou sua habilidade em tratar do universo infantil de forma natural. “Precisamos de mais alegria e menos seriedade”, representa teatralmente para alunos do 3º e 4º ano do ensino fundamental na plateia.

Ao explicar como nascem seus livros, Brenman pediu aos presentes para imaginarem três estradas. A primeira leva ao caminho do reconto, a partir do qual recria histórias folclóricas sob um ponto de vista próprio. “Alguém sabe por que o saci não tem uma perna?”, pergunta. E ele mesmo completa após segundos de silêncio: “Pois eu pesquisei bastante e encontrei a resposta. Está no meu livro Saci, a Origem”, deixa o mistério no ar. A segunda estrada é o que chama de criação pura. “De repente bate uma ideia na cabeça”. Já a terceira via vem das narrativas do cotidiano, entre as quais figura seu livro mais famoso: Até as Princesas Soltam Pum, totalmente inspirado em sua filha de 2 anos na época.

E assim seguiu a apresentação, com histórias de outros livros seus sobre cicatrizes, bocejos, pessoas com rostos iguais aos de animais, para delírio e gargalhadas das crianças. Sinal de que a curiosidade, a espontaneidade e a descontração ainda têm espaço de sobra na literatura infantil. “Gosto muito de escrever, mas só tenho um livro até agora. Vou continuar escrevendo”, diz a pequena Manoela, do alto de seus 8 anos, agarrada à obra autografada da princesa bem real que solta pum. Isso sim é correto.

Humanoides – Eles dançam, contam histórias e jogam até futebol. Impossível não se encantar com a performance dos robôs humanoides NAO, apresentados ontem, dia 4, por 17 jovens estudantes integrantes da equipe Jaguar (robótica aplicada), do Instituto Federal do Rio de Janeiro, campus Volta Redonda. Acompanhadas de adultos boquiabertos com o show digno de ficção científica, as crianças presentes só pensavam em interagir com os robôs e registrar a experiência em fotos e vídeos. “Tenho um robô de controle remoto, mas esse aqui é bem melhor”, empolga-se o menino Renato, 7 anos, maravilhado com a coreografia de Gangnam Style programada pelos alunos do projeto e requebrada com muito molejo pelo humanoide de R$ 120 mil.

O reconhecimento do grupo vem também em títulos e prêmios, que já ultrapassam fronteiras. “Temos dois campeonatos mundiais na RoboCup, na categoria OnStage, que é quando eles devem representar alguma expressão artística: 2014 no Brasil e 2016 na Alemanha. E ainda somos tricampeões latino-americanos de 2014 a 2016, sempre com a dança”, enumera uma das coordenadoras do projeto, Andrieli Henrique. No âmbito nacional a equipe contabiliza um tetracampeonato.

“Em termos de conhecimento tecnológico estamos equiparados ao resto do mundo”, afirma Andrieli. O problema, segundo ela, é a questão financeira, já que os custos das viagens internacionais são elevados. “O intercâmbio nessas competições é fundamental para trazermos novidades para o Brasil. Por isso fazemos vaquinhas virtuais e estamos sempre em busca de patrocinadores”.

Além do carro-chefe da dança e do futebol de seis robôs, a equipe Jaguar também atua nas categorias de atividades industriais e em percursos com obstáculos para resgatar objetos que se passam por vítimas.

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