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2014

Boa alimentação garante desempenho de alunos na região metropolitana de Porto Alegre

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
  • Quarta, 25 Junho 2014 16:51
Boa alimentação garante desempenho de alunos na região metropolitana de Porto Alegre Eduardo Aigner

A diretora da Escola Cirne Lima, Lourdes Alves da Silva, tem tempo de serviço suficiente para se aposentar, mas não gosta da ideia de deixar de trabalhar. “Ficar em casa fazendo nada não dá”, diz. São 34 anos dedicados à Educação, que se iniciaram em 1980. Só como diretora da escola, no município de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre (RS), já são 23 anos e ela se prepara para encarar um novo mandato.

Ao longo das décadas, a diretora acompanhou a evolução do ensino no Brasil. A realidade dos primeiros anos, segundo ela, não se parece em nada com as condições atuais. “Tudo melhorou mil por cento”, resume. “Não tínhamos livro, não tínhamos merenda, não tínhamos transporte. As cartilhas éramos nós mesmas que montávamos. Os avanços foram muito grandes”, diz.

As ausências e a evasão eram muito altas, conta a professora, e as novas condições facilitaram a permanência dos alunos na escola. “As crianças são melhor atendidas. Antes, o aluno vinha quando queria. Agora, os pais estão mais preocupados com isso. Se a criança não pode vir, os pais ligam, avisam, justificam a falta. Há mais controle”, diz.

Não muito longe dali, no município de Novo Hamburgo, a diretora da escola Monteiro Lobato, Cintia Patrícia Kretzer, é outra observadora. À frente do colégio há 24 anos, ela também acompanhou as mudanças.

“No começo, a merenda ia em baldes para a sala de aula. Não havia refeitório”, lembra. Hoje, a escola tem amplo espaço para as refeições, balcão térmico com cubas de aço inox e oferece duas refeições em cada turno. “A criança tem rendimento muito maior quando está bem alimentada”, constata a diretora.

Desde 1995, os recursos repassados pelo FNDE para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) aumentaram em quase 600%, passando de R$ 590 milhões naquele ano para R$ 3,5 bilhões em 2013.

A vice-diretora, Veluvia Susana da Costa Sperafico, diz que para muitos alunos as refeições servidas na escola são as mais importantes do dia. “Em muitos casos, a alimentação em casa não é equilibrada. Aqui, eles também aprendem a fazer refeições mais saudáveis”, diz.

A qualidade das refeições é controlada por uma equipe que conta com merendeiras e nutricionistas, que fazem as solicitações de compra e especificações. “Trabalhamos a redução de sal, de óleo e de açúcar. Fazemos a capacitação das merendeiras e conscientizamos as crianças para elas levarem esses conhecimentos para casa”, conta a nutricionista Michele Blankehheim. “Queremos prevenir que no futuro as crianças desenvolvam doenças como hipertensão e diabetes. É preciso controlar para criar o hábito, diz.”

Na busca por alimentos mais saudáveis, o município de Novo Hamburgo apostou na aquisição de produtos da agricultura familiar, que já fica com mais da metade do investimento – 51% em 2013. “As crianças têm acesso diariamente a verdura, saladas, frutas da estação, como bergamota, maçã, pera, pêssego, caqui, uva e banana. No almoço, servimos batata doce, aipim, alface, rúcula, brócolis, couve chinesa, carne, arroz, feijão, polenta, massa”, conta. “Temos que oferecer qualidade”, diz.

Na Escola Cirne Lima, a qualidade das refeições tem contribuição da horta escolar. O espaço para o cultivo de hortaliças também serve para exercitar conteúdo aprendido em sala de aula e para conscientizar os alunos em relação à alimentação saudável. “Só usamos adubação orgânica, da nossa própria composteira. Nada de agrotóxicos”, conta a professora Lenice Jung. “Uma vez por semana, os alunos cuidam da horta, plantam e preparam o composto. Daqui, colhemos alface, couve, tomate, rúcula, batata, aipim e cebola. Tudo muito gostoso. E é um aprendizado para o resto da vida”, diz a professora.

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