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2014

Agricultores gaúchos largam o fumo e investem em frutas e hortaliças

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
  • Quarta, 25 Junho 2014 16:56
Agricultores gaúchos largam o fumo e investem em frutas e hortaliças Ascom/FNDE

“Deixar de plantar fumo para cultivar frutas e verduras mudou todo o meu perfil de vida”, afirma o agricultor Jacó Horn, que há cerca de 10 anos decidiu dar mais sentido ao seu trabalho. Hoje, além de sustentar a família com o cultivo e venda de legumes, frutas e hortaliças, ele é um dos produtores que contribui para uma alimentação saudável e de qualidade nas escolas do município Porto Vera Cruz, no Rio Grande do Sul.

Conhecida por seus campos tomados por lavouras de fumo, Porto Vera Cruz já apresenta um cenário diferente. De acordo com dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio Grande do Sul (Emater/RS–Ascar), em 2009 o município tinha cerca de 210 hectares de plantação de fumo. Hoje, essas lavouras ocupam em torno de 45 hectares, uma redução de quase 80%.

Assim como Jacó, muitos agricultores da região, que também eram produtores de fumo, migraram para a fruticultura e produção de hortigranjeiros. A mudança no município começou em 2000 e ganhou força em 2006, quando 20 lavradores decidiram formar a Cooperativa de Agricultores Familiares de Porto Vera Cruz (Coopovec).

Em 2009, a Lei nº 11.947 abriu espaço para que mais famílias investissem na produção de alimentos. O texto garante que, pelo menos, 30% dos recursos financeiros repassados aos municípios pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no âmbito do Programa Nacional da Alimentação Escolar (Pnae), deverão ser utilizados na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações.

“A Coopovec já conta com mais de 100 associados. No último projeto do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)nós tínhamos 82 agricultores que plantavam apenas gêneros alimentícios. Desses, eu posso afirmar com certeza que pelo menos 75 eram plantadores de fumo. Para a nossa cidade, que é muito pequena, esse número é muito significativo”, disse Jacó, que é o atual presidente da cooperativa.

O cardápio da merenda escolar em Porto Vera Cruz é variado. As escolas estaduais e municipais recebem dos agricultores familiares cenoura, beterraba, tomate, repolho, couve-flor e outros legumes e hortaliças. As frutas da estação também saem direto das lavouras para as escolas, o que permite aos alunos o acesso a alimentos nutritivos e à cultura de hábitos alimentares saudáveis.

Para Gilberto Barbaro, extensionista da Emater/RS–Ascar, a mudança trouxe benefícios para vários setores do município. “Além de promover a segurança alimentar e nutricional dos alunos, o fomento à agricultura familiar permite a geração de trabalho e renda com sustentabilidade”, afirmou. O técnico, que participou do processo de transformação na matriz produtiva em Porto Vera Cruz, ainda destacou a melhoria na qualidade de vida dos produtores. “Para estes agricultores, a venda para a merenda escolar traz uma segurança de comercialização e garantia de pagamento da sua produção.”

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