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2014

Ônibus do programa Caminho da Escola mudam a vida de estudantes em Minas

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
  • Terça, 01 Julho 2014 11:24
Ônibus do programa Caminho da Escola mudam a vida de estudantes em Minas

“Se não fosse o ônibus, eu não teria como vir à escola”, diz a estudante Alexandra Ferreira de Amorim, 14 anos, se referindo ao ônibus do programa Caminho da Escola. Alexandra é moradora do assentamento Aguão, na zona rural do município de Arinos (MG). A família dela não tem carro ou outro veículo e seria impossível ir à escola a pé ou de bicicleta, por causa das grandes distâncias.

“Certamente, o ônibus escolar contribui para que as crianças não abandonem os estudos”, reconhece o prefeito Roberto Sales. O município tem 5.279 km² e 18 mil habitantes entre moradores urbanos e rurais. Conta com 23 assentamentos da reforma agrária, onde vive a maior parte dos alunos. Do total de 2.050 alunos da rede municipal, 1.326 (66%) moram no campo.

O motorista do ônibus, Saulo Bispo de Oliveira, acorda de madrugada para percorrer 187 quilômetros de estradas não pavimentadas para levar e trazer os estudantes. As estradas apresentam dificuldades, mas os ônibus do programa Caminho da Escola têm eixos reforçados para andar nesse tipo de terreno.

O chefe do transporte escolar do município, Djalma Lopes Araújo, conta que o serviço vem melhorando. “Antes eram quatro ônibus. Agora são sete ônibus do Caminho da Escola, todos funcionando, e mais 47 ônibus terceirizados, atuando em 53 linhas”, informa.

O município vizinho de Unaí, a 164 km de Brasília, tem a maior malha viária de transporte escolar do País, de acordo com o diretor de Transporte Escolar da Secretaria Municipal de Educação, Gilberto Estrela. São 124 ônibus circulando diariamente em 124 linhas. Todos os dias, os ônibus escolares percorrem 11,3 mil quilômetros, transportando alunos em percursos que chegam a 100 km.

Em outro município vizinho, Buritis, circulam onze ônibus rurais e um ônibus urbano acessível do Programa Caminho da Escola, que serve os alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APae). O ônibus transporta 30 alunos pela manhã e outros 40 à tarde, totalizando 70 alunos beneficiados pelo transporte escolar acessível. José Vicente Bento, de 24 anos, ou simplesmente Zezinho, é um deles.

Zezinho é cadeirante. Muito alegre, adora andar no ônibus acessível. Mas, antes do veículo, as idas e vindas à escola não eram divertidas para ele, que pesa quase 80 kg e precisava de duas pessoas para levantá-lo. Motoristas e monitores tinham trabalho com o rapaz. “Uma vez, chegaram a quebrar a perna dele e de vez em quando derrubavam o menino. Não tinham o menor cuidado com ele”, conta o pai, Ronaldo Gontijo Bento.

Com o ônibus acessível – e a ajuda do motorista Donizete Rodrigues Lopes – tudo ficou mais fácil para Zezinho e a família. O ônibus acessível urbano é equipado com uma plataforma para cadeirantes, que desce ao nível do solo e se eleva para embarcá-los. No interior do veículo, há espaço para as cadeiras de roda e segurança necessária para os passageiros.

O equipamento mudou a vida de Zezinho e da família. “Para nós, foi a melhor coisa que aconteceu”, afirma Ronaldo, emocionado.

 

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