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Belém: cada escola, uma biblioteca

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
  • Quarta, 02 Julho 2014 09:45
Belém: cada escola, uma biblioteca Ascom/FNDE

O município de Belém, capital do Pará, está prestes a comemorar a conquista de uma meta importante para a educação: a universalização das bibliotecas. Das 60 escolas que compõem a rede municipal, 59 já contam com as coleções. A Lei 12.244, de 24 de maio de 2010, estabelece o ano de 2020 como prazo limite para que todas as escolas organizem as suas.

De acordo com a coordenadora das bibliotecas escolares do município de Belém, Georgette Mesquita Brito Albuquerque, a universalização em Belém deverá ocorrer ainda em 2014. Mas não basta ter os livros. “Estes espaços precisam ser diferenciados. A biblioteca tem que ser capaz de estimular a leitura. Tem que ser um espaço prazeroso para os alunos”, diz.

Os acervos das bibliotecas das escolas de Belém são formados com base no Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), executado pelo FNDE, e também por doações e por aquisições feitas pelo município. Em 2012, as escolas de Belém receberam 12.992 obras por meio do PNBE. Em 2013, foi quase o dobro: 22.620 obras, além de 2.262 DVDs.

“O material é de qualidade. O programa funciona bem”, avalia a bibliotecária Luciana Paiva. “Os alunos acessam o material e levam emprestado para casa”, conta. Pais de alunos e a comunidade também usam as bibliotecas escolares.

“A biblioteca para a gente é primordial. Os alunos adoram”, resume a professora de educação infantil Ana Cristina Palmeira, que promove uma “Hora do Conto”, todas as quintas-feiras.

Vizinha da Escola Municipal de Educação Infantil e Fundamental Professora Alzira Pernambuco, Silvana Leal Sales costuma pegar emprestados livros para ler com os filhos Thiele, 3 anos, e Thierry, 6. “Aproveito para ensinar cores e formas, apresentar autores. Isso é importante para despertar neles o interesse pela leitura. Acredito que eles ficam mais atentos, mais interessados na escola”, diz Silvana.

A biblioteca da escola Alzira Pernambuco passou por revitalização nos últimos anos. “Quando cheguei aqui, há quase dez anos, isso era um depósito”, lembra o professor Hamilton Baker. “Os livros não estavam organizados e não havia bibliotecários. Agora, a cada ano estamos conseguindo atingir as metas de incentivo à leitura dos alunos”, conta.

A bibliotecária Kátia Moraes também aproveita para tomar emprestados os livros enviados pelo FNDE. “Já li vários. Os títulos são muito bons”, diz, lembrando que leu, entre outros, o clássico “Guerra e Paz”, do russo Leon Tolstói. “Também recebemos O Pequeno Príncipe (de Antoine de Saint-Exupéry) em CD, em linguagem muito simples”, conta.

A biblioteca conta hoje com 5.500 obras, entre literatura infantil, infanto-juvenil, contos, dicionários, obras amazônicas, lendas, enciclopédias, romances, religião, direito, periódicos e revistas em quadrinho, entre outras. “Essa biblioteca é uma luta de anos. Não é muito, mas supre as nossas necessidades”, avalia a técnica administradora escolar Nadir Oliveira Moura.

As bibliotecas da rede municipal de Belém investem também na divulgação de autores paraenses, inclusive com a organização de rodas de leitura e outros eventos com a participação dos escritores. “Percebi que esse tipo de atividade aumenta o fluxo de empréstimo de livros dos autores envolvidos e de outros da região”, diz Kátia.

“A literatura regional desperta o prazer de ler, porque trata de questões que fazem parte da nossa cultura, que o leitor já conhece, o universo é mais próximo. Isso ajuda a incorporar o hábito da leitura”, avalia a professora de Língua Portuguesa Gênova Elisa.

As experiências de professores do Pará em atividades de incentivo à leitura foram reunidas em livro, o “Ludicidade e Formação de Educadores” (2013), organizado pela professora Simei Santos Andrade, editora do Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGARTES).

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