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2016

Programa de alimentação escolar do Brasil é exemplo para o mundo

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
  • Sexta, 05 Agosto 2016 11:05
Programa de alimentação escolar do Brasil é exemplo para o mundo Davi Ferreira / Agência Atuando

Brasil, Reino Unido e Japão participaram do evento Nutrição para o Crescimento, no Rio de Janeiro

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) foi um dos destaques do evento Nutrição para o Crescimento (Nutrition for Growth), realizado nesta quinta-feira, dia 4, na Casa Brasil, no Rio de Janeiro. Com atendimento a todos os estudantes da educação básica pública brasileira, o programa serve cerca de 50 milhões de refeições todos os dias nas escolas públicas e promove ações de educação alimentar e nutricional.

O diretor de Ações Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernando Uchoa, apresentou o programa aos participantes do encontro, que reuniu dirigentes de órgãos internacionais e gestores do Brasil, Reino Unido e Japão, para discutir ações de combate à desnutrição.

A abertura do encontro contou com a participação da diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan; do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano; do ministro da Saúde, Ricardo Barros; do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Albero Beltrame; do embaixador do Japão, Kunio Umeda; e do representante do Governo do Reino Unido, George Turkington.

As três nações – Reino Unido (sede dos Jogos Olímpicos em 2012), Brasil (sede em 2016) e Japão (sede em 2020) – se reuniram pela segunda vez para debater ações de combate à desnutrição. O primeiro encontro ocorreu em Londres, durante os Jogos de 2012. O evento contemplou quatro eixos temáticos: alimentação escolar; sistemas alimentares e nutrição; regulamentação e taxação de alimentos e bebidas; e a chamada “dupla carga da má nutrição”.

No painel 2: Alimentação Escolar, Sistemas Alimentares e Nutrição, o diretor de Ações Educacionais do FNDE, Fernando Uchoa, apresentou o Programa Nacional de Alimentar Escolar (Pnae). O programa atende, por ano, cerca de 42 milhões de alunos, em 160 mil escolas de educação básica do país. São mais de 50 milhões de refeições servidas por dia e um investimento anual de R$ 3,7 bilhões. Um dos maiores programas de alimentação escolar do mundo.

O Pnae inclusive já foi apontado pela FAO, no ano passado, como exemplo de política pública eficaz de combate à fome e serve de modelo para a implantação de programas sustentáveis de alimentação escolar em diversos países do mundo.

Em sua apresentação, Uchôa destacou diversas ações do governo federal para promover a alimentação saudável no ambiente escolar e combater o sobrepeso e a obesidade, problema que atinge, segundo dados do IBGE (2010), um terço das crianças entre 5 e 9 anos. Nesse sentido, proibiu-se a aquisição, com recursos federais, de alimentos considerados “obesogênicos”, como bebidas de baixo valor nutricional, refrigerantes, sucos artificiais e similares, e restringiu-se a aquisição de alguns alimentos, como enlatados, embutidos e doces.

Lembrou ainda que no Pnae é obrigatória a destinação de, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo FNDE para a compra de produtos da agricultura familiar, o que estimula a oferta de alimentos regionais, variados e sazonais, respeitando os hábitos e a cultura local. Promove assim o desenvolvimento sustentável e permite que alimentos mais saudáveis, produzidos na região, diretamente do agricultor familiar, possam ser consumidos pelos estudantes.

“A aquisição de produtos da agricultura familiar apoia o desenvolvimento sustentável, por que o programa prioriza a aquisição de produtos orgânicos ou agroecológicos, com especial atenção aos assentamentos rurais, comunidades indígenas e quilombolas, gerando renda com regularidade, inclusão produtiva e geração de emprego no meio rural”, afirmou Uchôa.

Ele destacou ainda uma ação de educação alimentar e nutricional que foi lançada pelo FNDE no ano passado. Os livros distribuídos pelo governo federal no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) passaram a conter informações e dicas sobre alimentação saudável na contra-capa. “Acreditamos e estamos avançando na garantia da oferta de uma nutrição adequada para todos os estudantes brasileiros, principalmente para as crianças, visando assegurar a saúde, o desenvolvimento e alcançar nosso pleno potencial”, finalizou Uchoa.

Curiosidades

O que é Nutrition for Growth?

Trata-se de uma parceria firmada entre Brasil e o Reino Unido para mobilizar os países no combate à desnutrição, em especial nos chamados “primeiros mil dias” (até 3 anos de idade). O marco inaugural aconteceu no encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, em agosto de 2012. Na ocasião, a iniciativa foi endossada pelos chefes de estado dos dois países, 94 governos, organismos especializados das Nações Unidas (ONU), organizações da sociedade civil e empresas privadas, no intuito de reunir esforços para o combate à desnutrição. A proposta é que os países que sediam os Jogos Olímpicos promovam ações ligadas ao tema da nutrição na primeira infância. Neste sentido, o Japão – onde será realizada a edição de 2020 – já se comprometeu a dar continuidade à iniciativa.

O que é Estratégia Brasil?

O objetivo geral da Estratégia Brasileira no âmbito do Nutrition for Growth consiste em promover e intensificar o compromisso político global pela nutrição, aumentando os recursos investidos e trazendo governo e sociedade em conjunto para acelerar o progresso de cumprimento das metas e compromissos globais de nutrição, assumidos em foros internacionais como a Segunda Conferência Internacional de Nutrição e Objetivos do Milênio para o Desenvolvimento Sustentável 

O que é Casa Brasil?

A Casa Brasil,  montada na Praça Mauá, no centro do Rio de Janeiro, estará aberta ao público entre 4 de agosto e 18 de setembro de 2016. O espaço oferece uma experiência integrada do Brasil durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Nos 45 dias de atividades, a Casa apresentará não só a diversidade cultural do País, mas também oportunidades para viver as modalidades esportivas de perto, fechar negócios e atrair investimentos externos.

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