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Os 62 anos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) foram comemorados nesta terça-feira, 11, em solenidade no auditório do MEC, com o lançamento do segundo concurso anual de melhores receitas, envolvendo merendeiras de todo o país. Além do ministro da Educação, Mendonça Filho, estavam presentes o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Silvio Pinheiro,e representantes de organismos estrangeiros.

Mendonça Filho destacou a prioridade que o governo federal tem dado a iniciativas que contribuem para um ensino público de melhor qualidade no Brasil. Uma delas foi a decisão, neste ano, de aumentar em 20% os valores dos repasses da União para a merenda escolar aos estados e municípios, após anos de defasagem.

“É um programa compartilhado que teve reduzida a importância da participação federal no orçamento necessário à sua viabilização”, apontou. “Retomando esse reajuste, mostramos claramente a nossa postura de prestigiar e reconhecer algo que vem dando certo e que contribui de forma efetiva para a educação.”

Graças ao Pnae, são servidas 50 milhões de refeições por dia para 41 milhões de estudantes. O trabalho conta com a atuação de 6 mil nutricionistas. Para 2017, estão sendo investidos recursos de R$ 4 bilhões.

Repercussão – Silvio Pinheiro, presidente do FNDE, autarquia vinculada ao MEC responsável pela distribuição dos recursos do Pnae, salientou que o programa tem ultrapassado fronteiras e, por isso, também vem chamando a atenção de outros países, muitos na América Latina, como Costa Rica e México. “Todos os meses temos servidores que viajam para fora, a fim de mostrar o nosso trabalho”, explicou.

O fato de ser um programa que atravessa inúmeros governos foi igualmente lembrado por Gustavo Chianca, assistente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). “O Brasil, hoje, está ‘bem na foto’”, destacou. “Por meio de uma pesquisa feita recentemente, a FAO anunciou que saiu do mapa da fome. Menos de 5% da população brasileira se enquadrava na faixa de insegurança alimentar. Um dos fatores para esse resultado é a alimentação escolar, referência internacional.”

Benefícios – Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência contra a Fome da ONU, enumerou alguns reflexos positivos comprovados do programa: redução do abandono escolar, maior aprendizado (quando o estudante está bem-alimentado) e desenvolvimento econômico local – pois 30% dos produtos comprados são da agricultura familiar. Segundo Balaban, em algumas nações de origem muçulmana, o programa tem contribuído também para a igualdade de gênero. “Aumentam as matrículas de meninas pelos pais, porque elas passam a ter o que comer fora de casa”, situou.

Mas saciar a fome não é a única preocupação. Pelo menos por parte das merendeiras, a comida precisa ser saborosa. É onde fica em evidência o papel desta importante categoria, representada na cerimônia do MEC por Maria de Lourdes Fidelis, de Matelândia (PR). Ganhadora da primeira edição do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar com o prato vencedor Torta nutritiva de arroz, ela revela um dos segredos do sucesso de suas colegas: “A gente não precisa de temperos industrializados”.

Veja aqui o edital.

Diretores de escolas de educação infantil têm até 16 de maio para cadastrar ações de sucesso implementadas em suas unidades

Para incentivar o debate e a prática das ações de educação alimentar no espaço escolar, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação, lança a primeira Jornada da Educação Alimentar e Nutricional. O concurso vai premiar as melhores ações desenvolvidas nas escolas públicas de educação infantil, tendo em vista a promoção da alimentação saudável e a prevenção da obesidade infantil.

A jornada é mais uma das ações em comemoração aos 62 anos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Para o presidente do FNDE, Silvio Pinheiro, esta uma maneira não só de incentivar boas práticas de alimentação nas escolas, mas também é uma forma de dar visibilidade às experiências de sucesso já implementadas em várias regiões do país.

“São mais de 150 mil escolas espalhadas pelo Brasil e muitas delas já realizam um trabalho de excelência no que diz respeito à alimentação das crianças. É necessário que essas práticas se tornem conhecidas, que haja troca de experiência para que nossos estudantes tenham, cada vez mais, acesso a um atendimento de qualidade”, destacou.

As inscrições estão abertas no site de educação corporativa do FNDE – e-FNDE e os diretores de escolas têm até 16/5 para cadastrar as ações executadas em suas regiões. A jornada será composta por seis etapas com os temas: Alimentação complementar e prevenção da obesidade infantil; Alimentos regionais brasileiros; Prevenção e redução de perdas e desperdícios de alimentos; Horta escolar pedagógica; Agricultura familiar na escola; Atividades lúdicas para o desenvolvimento social e relacionado ao ato de comer.

Cada fase deverá ter uma breve descrição da ação executada, conforme roteiro prévio, a inserção de uma fotografia que comprove a realização das atividades e um pequeno vídeo demonstrando o que foi realizado em cada etapa. O detalhamento dos processos está no regulamento, disponível no site do FNDE.

A cada etapa cumprida no prazo será liberada na plataforma e-FNDE, para download, uma peça do selo de participação da Jornada de EAN com a descrição do tema executado. Após a conclusão das seis etapas, o participante terá recebido as seis peças e completado o selo.

Todos que completarem a jornada no prazo estipulado receberão, ainda, certificado de menção honrosa nominal para o nutricionista, diretor da escolar e o coordenador da jornada; Kit com publicações sobre alimentação saudável; Divulgação da ação em publicação do FNDE produzida em formato digital, além da participação em uma mostra de educação alimentar e nutricional no Congresso Brasileiro de Alimentação e Nutrição (CONBRAN), a ser realizado em Brasília, em 2018.

FNDE transferiu R$ 359,3 milhões a entes federativos de todo o país

Estados, municípios e o Distrito Federal já podem investir os recursos da segunda parcela de 2017 do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate). O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação, repassou R$ 359,3 milhões, referentes aos dois programas, durante esta semana.

Do montante transferido, R$ 306,7 milhões destinam-se a apoiar a alimentação escolar de estudantes da educação básica. Outros R$ 52,6 milhões foram repassados para o transporte de alunos residentes em áreas rurais às escolas públicas de ensino básico. O valor transferido a cada beneficiário pode ser conferido no portal eletrônico do FNDE (www.fnde.gov.br), em Liberação de recursos.

Neste ano, os valores repassados pelo Pnae foram reajustados, após sete anos sem aumento do per capita. Para os alunos dos ensinos fundamental e médio regular, por exemplo, que representam 71% dos atendidos pelo programa, o reajuste ficou em 20%. Esse reajuste vai injetar mais R$ 465 milhões, somente este ano, na alimentação escolar dos alunos das redes públicas. Com isso, o orçamento do Pnae para 2017 chega a R$ 4,15 bilhões.

Os recursos do programa são liberados em dez parcelas, de forma a cobrir os 200 dias do ano letivo da educação básica. As secretarias da educação, que são responsáveis pelas redes de ensino, recebem os valores e operam a alimentação escolar.

São atendidos pelo Pnae os alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias (conveniadas com o poder público). Um mínimo de 30% dos recursos transferidos deve ser utilizado na compra de produtos da agricultura familiar.

Transporte – O Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) repassa recursos, também em dez parcelas, a estados e municípios com estudantes da educação básica residentes na zona rural. A transferência é automática, sem necessidade de convênio, e os recursos devem ser utilizados no custeio de despesas diversas, como consertos mecânicos, compra de combustível ou terceirização do serviço de transporte escolar.

Jornada ean logo final 7Objeto -  O presente instrumento consiste na seleção, divulgação e publicação das ações de EAN executadas nas escolas públicas de educação infantil em atividade (creches e pré-escolas). O objetivo da Jornada é incentivar o debate e a prática das ações de EAN no ambiente escolar e dar visibilidade àquelas já desenvolvidas nas escolas públicas de educação infantil, tendo como tema norteador a promoção da alimentação saudável e a prevenção da obesidade infantil no ambiente escolar. É composta por 6 (seis) etapas com os temas no Regulamento, devendo cada etapa ter uma breve descrição da ação executada, conforme roteiro prévio, e a inserção de uma fotografia que comprove a realização as atividade e a inserção de um vídeo de, no máximo, 1 (um) minuto elucidando o que foi realizado em cada etapa.

Temas da Jornada:

Tema 1: Alimentação complementar e Prevenção da obesidade infantil

Tema 2: Alimentos regionais brasileiros

Tema 3: Prevenção e redução de perdas e desperdícios de alimentos

Tema 4: Horta escolar pedagógica

Tema 5: Agricultura familiar na escola

Tema 6: Atividades lúdicas para o desenvolvimento social e relacionado ao ato de comer.

Requisitos mínimos para participação: Poderão inscrever os diretores de todas as Unidades de Educação Infantil com Código da Escola, informado Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira ( INEP) válido, podendo contar com o apoio do nutricionista da alimentação escolar vinculado à Entidade Executora (município, estado ou Distrito Federal) e os docentes da rede pública.

Prazo de inscrição: 31/03/2017 a 16/05/2017.

As inscrições já estão abertas

Com o objetivo de incentivar e valorizar experiências exitosas da agricultura familiar no ambiente escolar, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação, lança o concurso Boas Práticas de Agricultura Familiar para a Alimentação Escolar. Trata-se de um processo seletivo que vai reconhecer as melhores ações desenvolvidas nos estados e municípios brasileiros.

O concurso, que faz parte das comemorações pelos 62 anos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), vai escolher 25 práticas de sucesso, que farão parte de um caderno especial a ser lançado pelo FNDE em outubro de 2017.

“A expansão da agricultura familiar no âmbito da alimentação escolar é um avanço que deve ser reconhecido e valorizado. Quando as secretarias estaduais e municipais de educação investem em produtos de pequenos produtores, o desenvolvimento econômico da região é estimulado”, afirmou o presidente do FNDE, Silvio Pinheiro, destacando que a partir da Lei nº 11.947/2009, ao menos 30% do valor repassado pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE deve ser investido na compra direta de produtos da agricultura familiar.

As inscrições do concurso começam nesta sexta-feira, 31, e vão até o dia 14/5, no site de educação corporativa do FNDE – e-FNDE. As práticas podem ser inscritas por gestores, nutricionistas, agricultores familiares, assistentes técnicos de extensão rural, conselheiros de alimentação escolar, pesquisadores, comunidade acadêmica e demais atores envolvidos na execução do programa em suas regiões.

As 25 entidades executoras responsáveis pelas melhores práticas também serão contempladas com uma placa comemorativa de reconhecimento, e as entidades e os autores dos relatos receberão a autorização para utilizar um selo de premiação nos materiais de divulgação impressa ou eletrônica.

Informações sobre as regras do processo seletivo podem ser obtidas no edital do concurso, disponível na página do Pnae, no site do FNDE.

Clique aqui e veja o vídeo com o tutorial para o uso na plataforma e-FNDE.

Veja abaixo o tutorial de inscrição do concurso.

O maior programa de alimentação escolar do mundo tem muito a comemorar

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) completa 62 anos nesta sexta-feira, dia 31, com muitas conquistas a comemorar. A mais recente delas foi a definição, no início deste ano, do reajuste no valor repassado pelo governo federal a estados e municípios de todo o país, após sete anos sem aumento em todas as etapas de ensino. Para os alunos dos ensinos fundamental e médio regular, que representam 71% dos atendidos pelo programa, por exemplo, o reajuste ficou em 20%.

Esse aumento no valor per capita vai injetar mais R$ 465 milhões, somente este ano, na alimentação escolar dos alunos das redes públicas. Com isso, o orçamento do Pnae para 2017 chega a R$ 4,15 bilhões. “O reajuste beneficia 41 milhões de estudantes da educação básica”, afirma Silvio Pinheiro, presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

Fora isso, o Pnae segue em constante evolução e, nos últimos anos, tornou-se uma efetiva política pública de educação alimentar. “O Pnae oferece mais de 50 milhões de refeições todos os dias, mas, além da oferta de alimentos, tem um olhar especial para o aprendizado dos estudantes sobre alimentação e nutrição. Esse foco na educação alimentar tem o poder de modificar hábitos alimentares de jovens e crianças e de promover a saúde”, sintetiza o presidente do FNDE.

A aprovação da Lei nº 11.947, em 2009, é outro marco importante da história do Pnae. O normativo definiu que 30% dos recursos repassados pelo FNDE no âmbito do Pnae devem ser utilizados na compra direta de alimentos da agricultura familiar. Desde essa época, o programa reforça, a cada ano, esse incentivo aos agricultores familiares. “Boa parte dos recursos repassados pelo Pnae fica no próprio município. E isso promove a economia e o desenvolvimento local”, completa o diretor de Ações Educacionais do FNDE, José Fernando Uchoa, lembrando que foi lançado o concurso que premiará as boas práticas da Agricultura Familiar. “O concurso é uma estratégia para fomentar as boas práticas da agricultura familiar e elevar a qualidade dos que servimos para nossas crianças. Nós temos ótimas experiências Brasil a fora e queremos fazê-las conhecidas, mas queremos também reconhecer esse trabalho importante premiando-os”.

Os avanços do programa também têm impacto no exterior. Apontado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como exemplo de sucesso na área de alimentação escolar, o Pnae serve como base para a implantação de programas similares em vários países do mundo. “Já temos vários acordos de cooperação técnica e somos muito demandados por países da África, América Latina e Caribe”, cita Karine Santos, coordenadora-geral do Pnae.

Origem — Criada com o nome de Campanha de Merenda Escolar, em 1955, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), executado e gerenciado pelo FNDE, é a mais antiga política pública de segurança alimentar e nutricional do Brasil.

O Pnae vem sendo aprimorado ao longo dos anos e visa contribuir com o desenvolvimento, o aprendizado, o rendimento escolar dos estudantes e a formação de hábitos alimentares saudáveis, por meio da oferta de alimentação escolar e de ações de educação alimentar e nutricional.

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Foto: Dourados MS

Referência mundial, o PNAE foi destaque no evento

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) participou do Encontro Internacional sobre Alimentação Escolar que aconteceu em São José, capital da Costa Rica, entre os dias 20 e 22 de março de 2017. Coordenado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura/FAO, o evento teve como tema a Alimentação Escolar como estratégia para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O objetivo do encontro é compartilhar a compreensão da alimentação escolar como ferramenta de combate à pobreza, tendo como conjunto orientador das ações dos governos para os próximos quinze anos, os dezessete temas estabelecidos na Agenda 2030, entre eles, a agricultura sustentável, a erradicação da fome, a educação de qualidade e o estabelecimento de parcerias. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável foram definidos por chefes de estado e de governo de diversos países na sede da ONU, em Nova York, em setembro de 2015.

Destaque para o PNAE

A Coordenadora Geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar, PNAE, Karine Santos, falou nesta terça-feira, 21, sobre a experiência da execução da alimentação escolar no Brasil, destacando a necessidade de garantir a alimentação como Direito Humano previsto na Constituição Federal e a importância da Cooperação Sul-Sul para o fortalecimento do próprio PNAE e destacou que “o reconhecimento do PNAE no exterior vem legitimando a política pública entre seus principais atores no Brasil, ampliando a visibilidade do Programa, difundindo as boas práticas que são realizadas pelo país e garantindo o fortalecimento de todos os aspectos previstos em suas resoluções.”

Tendo como referência a execução do PNAE, alguns desses países vêm implementando os seus programas há cerca de dez anos, fazendo adaptações e inovando em alguns aspectos. Na Guatemala, por exemplo, o repasse financeiro não vai para os governos locais, mas diretamente para os pais dos estudantes, que fazem as suas próprias compras, segundo as normas estabelecidas. Além disso, as mães frequentam as escolas, onde participam de um processo de formação sobre práticas de alimentação saudável, que em seguida são realizadas dentro da casa dos próprios estudantes.

O Brasil participa da Cooperação Sul-Sul, em parceira com a FAO/ONU, colaborando com a implementação, o desenvolvimento e o fortalecimento dos programas de alimentação escolar nos países da América Latina e Caribe.

O Encontro Internacional na Costa Rica contou com a presença de representantes de cerca de dezenove países da América Latina e do Caribe, e teve a participação de ministros de estado. Além da Coordenadora Geral do PNAE, Karine Santos, a comitiva do Brasil foi representada por Anna Maria Graziano, da Agência Brasileira de Cooperação/ABC, do Ministério das Relações Exteriores.

Pinheiro destacou a importância do Pnae no combate à obesidade e ao sobrepeso

O presidente do FNDE, Silvio Pinheiro, participou nesta terça-feira, 14, em Brasília, do Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, que estabeleceu metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país. O encontro faz parte da implementação da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição (2016/2025), que incentiva o acesso universal a dietas mais saudáveis e sustentáveis. O governo brasileiro é um dos principais apoiadores da agenda da ONU.

Durante o encontro, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, assumiu, em nome do governo federal, o compromisso de atingir três metas: deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019; e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.

“Nosso desafio é incentivar as pessoas a adotarem uma alimentação correta: descascar mais e desembalar menos. E é preciso ensinar desde cedo a manipular os alimentos. As crianças, hoje, não têm oportunidade de acompanhar a preparação dos alimentos e aprender a cozinhá-los. Além disso, o sedentarismo é alto e tem muito a ver com a obesidade. Precisamos mudar os hábitos do dia a dia para enfrentar o desafio da obesidade”, afirmou Barros.

Silvio Pinheiro destacou a importância do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) no combate à obesidade e ao sobrepeso. “O FNDE atua de forma intensa junto às comunidades escolares no sentido de incentivar a alimentação saudável para as nossas crianças. Nós proibimos que as escolas comprem, com recurso federal, itens alimentícios obesogênicos, como refrigerantes e alimentos com alto teor de açúcar e sódio. Exigimos ainda que ao menos três porções de frutas sejam servidas durante a semana para as crianças. Além disso, é preciso comprar ao menos 30% da alimentação escolar direto da agricultura familiar, o que garante o acesso a produtos mais frescos e com menos conservantes”, ressaltou o presidente do FNDE.

“O Pnae é referência mundial, porque se preocupa não só com a quantidade, mas com a qualidade daquilo que servimos no dia a dia dos nossos estudantes. Temos muito claro que é preciso construir hábitos alimentares na infância para termos uma sociedade adulta mais saudável, e é por isso que estamos trabalhando”, completou Pinheiro.

Investimento – Este ano, os valores repassados pelo Pnae foram reajustados, após sete anos sem aumento do per capita. Para os alunos dos ensinos fundamental e médio regular, que representam 71% dos atendidos pelo programa, o reajuste ficou em 20%. Para as demais modalidades, a exemplo de escolas de tempo integral, creche, pré-escola e outros programas especiais, o aumento médio é de 7%.

Esse reajuste vai injetar mais R$ 465 milhões, somente este ano, na alimentação escolar dos alunos das redes públicas. Com isso, o orçamento do Pnae para 2017 chega a R$ 4,15 bilhões.

FNDE repassou R$ 323,8 milhões a entes federativos de todo o país

A primeira parcela de 2017 do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) está disponível nas contas correntes de municípios, estados e do Distrito Federal a partir desta terça-feira, dia 7. Responsável pelos repasses dos dois programas, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), transferiu R$ 323,8 milhões a entes federativos de todo o Brasil na última sexta-feira, 3.

Para apoiar a alimentação escolar de estudantes da educação básica, foram repassados R$ 270,4 milhões. No caso do transporte de alunos residentes em áreas rurais às escolas públicas de ensino básico, foram transferidos R$ 53,4 milhões. O montante transferido a cada beneficiário pode ser conferido no portal eletrônico do FNDE (www.fnde.gov.br), em Liberação de recursos.

Este ano, os valores repassados pelo Pnae foram reajustados, após sete anos sem aumento do per capita. Para os alunos dos ensinos fundamental e médio regular, que representam 71% dos atendidos pelo programa, o reajuste ficou em 20%. Para as demais modalidades, a exemplo de escolas de tempo integral, creche, pré-escola e outros programas especiais, o aumento médio é de 7%.

“Esse reajuste vai injetar mais R$ 465 milhões, somente este ano, na alimentação escolar dos alunos das redes públicas. Com isso, o orçamento do Pnae para 2017 chega a R$ 4,15 bilhões”, lembrou o presidente do FNDE, Silvio Pinheiro.

Os recursos do programa são liberados em dez parcelas, de forma a cobrir os 200 dias do ano letivo da educação básica. As secretarias da educação, que são responsáveis pelas redes de ensino, recebem os valores e operam a alimentação escolar.

São atendidos pelo Pnae os alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias (conveniadas com o poder público). Um mínimo de 30% dos recursos transferidos deve ser utilizado na compra de produtos da agricultura familiar.

Transporte – O Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) repassa recursos, também em dez parcelas, a estados e municípios com estudantes da educação básica residentes na zona rural. A transferência é automática, sem necessidade de convênio, e os recursos devem ser utilizados no custeio de despesas diversas, como consertos mecânicos, compra de combustível ou terceirização do serviço de transporte escolar.

Evento de lançamento será nesta quinta-feira, 16, e terá transmissão ao vivo

O primeiro Caderno de Referência sobre Alimentação Escolar para Estudantes com Necessidades Alimentares Especiais será lançado nesta quinta-feira, 16, na sede do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em Brasília. O guia contém orientações destinadas exclusivamente a subsidiar a elaboração de cardápios especiais para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que beneficia diariamente cerca de 41 milhões de alunos em todo o Brasil.

De acordo com a Lei nº 12.982/2014, é obrigatória a elaboração de cardápios diferenciados para a alimentação escolar de estudantes com diabetes, alergia alimentar, intolerância à lactose ou outra necessidade alimentar especial, e o guia servirá para orientar nutricionistas que precisam adequar os cardápios à realidade de cada aluno.

“O projeto do caderno de referências vem sendo discutido e trabalhado há algum tempo. Vínhamos recebendo demandas da sociedade para que essas orientações fossem lançadas. A ideia é que seja um suporte para os profissionais que já trabalham para acolher os estudantes que dependem de atenção específica”, esclarece Solange Castro, coordenadora de segurança alimentar e nutricional do PNAE.

Elaborado em conjunto por uma equipe de técnicos do FNDE, com consultoria do nutricionista Juarez Calil, o guia será apresentado nesta quinta-feira, 16, às 15h, e será transmitido ao vivo, pelo link:  http://aovivo.fnde.gov.br/skin.asp?id_t=115&t=&p=0&tipo=&tipom=&form=&tipo_apresentacao=0&lang

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