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Dia Nacional do Livro: Programa do FNDE ajuda escolas a incentivar o hábito da leitura

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
  • Terça, 29 Outubro 2019 17:23
Dia Nacional do Livro: Programa do FNDE ajuda escolas a incentivar o hábito da leitura

Nesta terça-feira, 29/10, comemora-se o Dia Nacional do Livro. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação, tem um programa voltado para a valorização desse material, que faz a diferença de milhares de estudantes brasileiros, o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), que também distribui acervos literários.

O Centro de Ensino Fundamental (CEF) 306 Norte, localizado no centro da capital federal, Brasília (DF), é um dos exemplos de escola que aproveita o material enviado pelo programa para estimular a leitura entre os estudantes. Com 447 alunos do ensino infantil até o 7º ano, a instituição incentiva os estudantes a ler por meio de diversos projetos pedagógicos e conta com uma biblioteca que possui mais de 6 mil livros, sendo cerca de 70% deles do PNLD.

De acordo com a diretora do CEF 306 Norte, Ana Paula Salim, o programa é essencial para adquirir tanto material didático quanto paradidático. E uma das novidades é que agora os professores podem escolher também os títulos literários. “Uma coisa que eu achei muito legal, achei sensacional, foi o fato de a gente poder escolher os livros paradidáticos. Então, além de a gente fazer a opção pelos livros didáticos, foi possível escolher os que iriam compor a caixa do livro”. Dessa forma, a diretora acredita que os professores conseguem ter maior facilidade para trabalhar as obras em sala de aula, porque individualiza de acordo com a realidade dos estudantes.

Hábito de ler

Na escola, os alunos dos anos iniciais, do 1º ao 5º ano, leem, no mínimo, um livro por semana. A escolha da obra é dos estudantes, porém é orientada pelas professoras que determinam de acordo com a idade. A decisão ocorre na biblioteca, que é o espaço reservado para realizar as trocas literárias. Já os alunos do 6º e 7º ano, têm que ler, no mínimo, um por bimestre para a ficha literária, registro da professora que faz parte da avaliação da matéria. “Tem aluno que devora livro, que lê um por semana independe de estar valendo nota ou não. São alunos vorazes e a maior briga deles é que a biblioteca fique aberta por mais horas para que eles possam estar mais tempo lá dentro”, conta a diretora.

Participante assídua do projeto, a estudante do 5º ano Ana Maisha, de 10 anos, lê, em média, de três a quatro livros por mês. Ela conta que começou a ler com quatro anos e que sempre foi estimulada a ler e a escrever pela mãe, que é escritora. “Quando eu leio algum livro, ele me prende muito. Eu adoro ler qualquer livro, normalmente, tem uns que são chatos mesmo, mas a maioria é muito legal”, declara.

Além disso, a estudante considera que ler ajuda na hora de escrever: “porque assim você consegue reconhecer as palavras e na hora da ortografia você sabe como escrever, a gramática e tudo”, explica.

PNLD

O Programa Nacional do Livro e do Material Didático é destinado a avaliar e a disponibilizar obras didáticas, pedagógicas e literárias, entre outros materiais de apoio à prática educativa, de forma sistemática, regular e gratuita, às escolas públicas.

A coordenadora-geral dos Programas do Livro do FNDE, Nadja Rodrigues, explica que a execução do PNLD é realizada de forma alternada. “São atendidos em ciclos diferentes os quatro segmentos: educação infantil, anos iniciais do ensino fundamental, anos finais do ensino fundamental e ensino médio.  Os segmentos não atendidos em um determinado ciclo, recebem livros, a título de complementação, correspondentes a novas matrículas registradas ou à reposição de livros avariados ou não devolvidos”, esclarece.

Em 2019, por exemplo, o programa distribuiu cerca de 126 milhões de exemplares para mais de 35 milhões de alunos da rede pública de ensino. Além dos didáticos, as escolas também receberam neste ano, pela primeira vez, cerca de 53 milhões de livros literários, tanto para acervo de biblioteca quanto para uso dos estudantes em sala de aula. Foram atendidas cerca de 90 mil escolas de educação infantil, anos iniciais do ensino fundamental e ensino médio.

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