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Alimentação escolar

Programa Nacional de Alimentação Escolar auxilia no desenvolvimento de alunos em escola de Goiás

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
  • Segunda, 23 Dezembro 2019 13:59
Programa Nacional de Alimentação Escolar auxilia no desenvolvimento de alunos em escola de Goiás

Programa incentiva estudantes a ter bons hábitos alimentares desde pequenos

Do alto dos seus 7 anos, a estudante Maria Luísa Oliveira já mostra suas preferências na hora da refeição escolar. “Eu gosto de comer macarrão, arroz e alface”, conta a pequena, que afirma ser incentivada pela professora a ter hábitos alimentares saudáveis. “Ela ensina muita alimentação boa para gente.”

Maria Luísa estuda na Escola Laudimirio de Jesus Tormin, da rede pública de Luziânia (GO). O colégio funciona em tempo integral, oferta três refeições diárias aos seus 635 estudantes e, para isso, recebe apoio financeiro do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O Pnae busca oferecer refeições saudáveis e equilibradas, diariamente, para cerca de 41 milhões de estudantes das redes públicas de ensino no país, além de reforçar a educação alimentar. Para alcançar bons resultados nessa formação de bons hábitos alimentares, conta com o apoio de vários atores envolvidos com a execução do Pnae, como professores, merendeiras, nutricionistas, entre outros.

Juscélia Paiva dos Santos é uma dessas pessoas. Professora de alfabetização da pequena Maria Luísa, Juscélia trabalha na Escola Laudimirio de Jesus Tormin desde a fundação da instituição. “Nós trabalhamos muito isso em sala, incentivando e mostrando o quanto é importante ter uma boa alimentação, fizemos também campanhas em sala e competição”, declara.

A professora explica que o trabalho desenvolvido na escola envolve todos os profissionais da instituição. “Eu trabalho muito a questão das vitaminas. Na cantina, as tias parabenizam, dão premiação, tem até os nossos cartazes com a premiação das turmas que se alimentaram melhor, que não sobrou comida”, conta.

Juscélia também elogia o trabalho feito pelas nutricionistas, para que os estudantes recebem uma alimentação saudável e equilibrada. “Eles têm três alimentações com carboidrato, proteína, muita verdura. Tem suco e frutas também, e, às vezes, muitos alunos em casa, por serem muito carentes, não têm essa diversidade que é oferecida na escola”, completa.

IMG 3130Merendeiras – Ao todo, são nove mulheres que preparam a comida das crianças na Escola Laudimirio de Jesus Tormin, como Laila Machado e Nívea Fernandez. Merendeira há 18 anos, Laila diz amar o trabalho na escola. “O que motiva são as crianças, a gente sabe que está fazendo um trabalho e a gente tenta dar nosso melhor para eles e, como eles são muito sinceros, a gente percebe assim que eles ficam satisfeitos com o nosso trabalho”, reconhece.

Diferente de Laila, Nívia Fernandez conta que essa é a primeira escola em que trabalha. “Sempre cozinhei em eventos de igreja, outros eventos. Quando cheguei no colégio eu não tive tanta dificuldade porque fiz um curso básico de auxiliar de cozinha”, explica.

Nívia revela que o prato favorito das crianças é aquele que ela mais gosta de fazer. “Eu gosto muito de cozinhar a galinhada, é o que eu gosto mais de fazer, porque eles gostam mais e também eu acho mais fácil de fazer”, conta.

De acordo com a secretária de Educação Municipal de Luziânia, Cléu Pince, no município há 21 mil alunos em 64 unidades escolares. A aquisição dos alimentos ocorre por meio de pregão e licitação por chamada pública. “Nós temos uma equipe de nutricionistas responsáveis por acompanhar todas as normativas legais e elaborar o cardápio conforme os nutrientes necessários. Aqui nessa escola, de período integral, as crianças ficam das 7h até as 16h e recebem três refeições, todas pensando no balanceamento nutricional conforme as normativas legais”, diz.

A diretora de Ações Educacionais do FNDE, Karine Santos, esclarece que a parceria do Pnae com os gestores é de extrema importância para mudar os hábitos alimentares dos alunos. “O Pnae oferece alimentação escolar e ações de educação alimentar e nutricional a estudantes de todas as etapas da educação básica pública. O governo federal repassa a estados e municípios recursos suplementares para apoiar a alimentação escolar dos alunos de suas redes de ensino. As transferências são efetuadas em 10 parcelas mensais para a cobertura de 200 dias letivos, conforme o número de matriculados em cada rede”, relata.