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Cerca de 200 pessoas, entre gestores, conselheiros e nutricionistas de 72 municípios participaram do Encontro Regional de Alimentação Escolar em Fortaleza (CE) nesta terça-feira (12). O foco do encontro foi incentivar o controle social do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), política pública executada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Para 2014, a previsão do FNDE é repassar R$ 190,6 milhões para a alimentação escolar no Ceará, para 9.613 escolas da rede pública.

“Os conselhos de alimentação escolar são o aprofundamento da participação social”, diz a representante do FNDE no evento, Karine Silva dos Santos. “Precisamos da participação ativa dessas organizações”, completa.

Participaram ainda do encontro a presidente do Conselho de Alimentação Escolar do Estado, Kelma Cristina da Silva Gomes, o promotor de Justiça de Defesa da Educação Francisco Elnatan, a representante da Secretaria de Educação do Ceará, Evilalba Gonçalves, a representante da Vigilância Sanitária, Tereza Cristina Freitas, e a representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Maria Benildes.

O maior desafio na participação dos conselhos, de acordo com Karine, é formar parcerias com os outros atores envolvidos. “A maior dificuldade é essa relação. Quando isso é vencido, o controle social funciona muito bem”, diz. “O município precisa enxergar a participação dos conselheiros como uma parceria importante para o sucesso do programa. Os conselheiros precisam acompanhar as compras, a elaboração dos cardápios e todo o processo até a prestação de contas”.

“A participação da comunidade no acompanhamento das ações realizadas por meio do Pnae é muito importante e inclui até o envolvimento de alunos, merendeiras, professores e as próprias famílias dos alunos. As famílias precisam estar envolvidas. De que adianta a escola servir alimentação adequada se em casa isso não acontece? Muitas vezes, os pais não têm as informações necessárias. Então eles precisam participar do programa e ajudar nutricionistas, professores e merendeiras no processo alimentar dos alunos”, diz Karine.

Para o promotor Francisco Elnatan, a atuação dos conselhos de alimentação escolar é uma questão de cidadania. “E devemos exercê-la com coragem”, diz. “O trabalho dos conselheiros é complicadíssimo. Eles precisam ter conhecimentos importantes. Além disso, é fundamental que conselheiros e gestores estejam em sintonia.”

A representante da Undime, Maria Benildes, disse que há problemas de gestão na execução do programa. “Na maioria dos municípios, há problemas. A gestão dos recursos da alimentação escolar é muito complexa”, avalia.

A presidente do Conselho de Alimentação Escolar do Ceará, Kelma Cristina da Silva Gomes, diz que são muitas as dificuldades encontradas. “Falta respaldo aos conselhos por parte da estrutura administrativa. Os conselhos não têm recursos próprios e os participantes não são remunerados. Portanto, o funcionamento dos conselhos depende de apoio dos governos e dos gestores. Temos muita dificuldade para visitar as escolas do interior, por exemplo”, conta.

Ainda assim, na avaliação da dirigente, a situação vem melhorando. “Antes, havia um estado de letargia. Agora, nosso trabalho é percebido”, diz. Apesar das dificuldades, Kelma conta que os conselheiros atuam com garra, porque entendem a importância do seu trabalho para a sociedade. “Apesar dos problemas, não pensamos em desistir. O programa tem dado bons resultados, embora precise de ajustes. E nós somos brasileiros e não desistimos nunca (risos)”.

Confira as apresentações do evento:

Garantir alimentação nutritiva e de qualidade, diariamente, a estudantes da rede pública de ensino é um dos principais desafios do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Para alcançar esse objetivo, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) promove na próxima terça-feira, 12 de agosto, o Encontro Regional de Alimentação Escolar, em Fortaleza (CE). O evento visa incentivar o controle social e capacitar agentes envolvidos com a alimentação escolar nas redes municipais e estadual do Ceará.

Responsáveis por acompanhar a execução do programa em cada localidade brasileira, os conselheiros de alimentação escolar são o principal foco dessa estratégia de capacitação. Segundo a coordenadora de Educação e Controle Social do Pnae, Jordanna Costa, fortalecer o controle social é essencial para melhorar a execução do programa nos estados e municípios.

A previsão do FNDE é repassar em 2014 R$ 190,6 milhões para a alimentação escolar no Ceará, para 9.613 escolas da redes pública.

O encontro, realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, deve contar com cerca 200 participantes, entre conselheiros de alimentação escolar, gestores educacionais e nutricionistas estaduais e municipais, além de técnicos do FNDE. Haverá palestras e oficinas sobre controle social, compras da agricultura familiar, aspectos nutricionais e prestação de contas.

Veja aqui a programação completa do encontro.

Serviço
O que: 4º Encontro Regional de Alimentação Escolar, em Fortaleza (CE)
Quando: Terça, 12 de agosto de 2014, das 8h às 17h
Onde: Hotel Oásis Atlântico, Avenida Beira Mar, 2500 - Meireles

Já está disponível no site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a listagem com a situação dos Conselhos de Alimentação Escolar vencidos até 31 de julho de 2014 e a vencer em agosto e setembro de 2014.

Segundo a coordenadora de educação e controle social do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), Jordanna Costa, é importante que os gestores e conselheiros da alimentação se mobilizem em seus municípios para renovação dos conselhos. Isso evita que haja bloqueio do repasse dos recursos do FNDE.

A coordenadora ainda esclarece que assim que todos os membros dos conselhos estiverem eleitos, a entidade executora deverá cadastrá-los no CAE Virtual, disponível no site do FNDE. A senha do sistema pode ser obtida no 0800-616161 ou no e-mail senha.institucional@fnde.gov.br.

Garantir alimentação nutritiva e de qualidade, diariamente, a estudantes da rede pública de ensino é um dos principais desafios do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Para alcançar esse objetivo, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) promove na próxima segunda-feira, 4 de agosto, o 5º Encontro Regional de Alimentação Escolar, em Macapá, que visa capacitar agentes envolvidos com a alimentação escolar nas redes municipais e estadual do Amapá.

Responsáveis por acompanhar a execução do programa em cada localidade brasileira, os conselheiros de alimentação escolar são o principal foco dessa estratégia de capacitação. Segundo a coordenadora de Educação e Controle Social do Pnae, Jordanna Costa, fortalecer o controle social é essencial para melhorar a execução do programa nos estados e municípios.

O encontro, realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, deve ter cerca de 100 participantes, entre conselheiros de alimentação escolar, gestores educacionais e nutricionistas estaduais e municipais. Haverá palestras e oficinas sobre controle social, compras da agricultura familiar, aspectos nutricionais e prestação de contas.

Somente no ano passado, o FNDE repassou R$ 19 milhões para apoiar a alimentação escolar de mais de 214 mil alunos das redes públicas do Amapá. Neste ano, já foram transferidos R$ 9,4 milhões.

Encontros – Outros seis encontros regionais de alimentação escolar estão marcados para ocorrer nas próximas semanas em cidades das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Sempre com foco na capacitação de agentes envolvidos com a execução do Pnae, os eventos serão realizados em Fortaleza (12/8), Olinda (19/8), Palmas (21/8), Manaus (26/8), Cuiabá (2/9) e Rio Branco (9/9).

Serviço
5º Encontro Regional de Alimentação Escolar, em Macapá (AP)
Data: 4/8/2014
Horário: 8h a 17h30
Local: Auditório da Escola de Administração Pública - EAP
Endereço: Av. Amazonas, 20 – Centro – Macapá/AP (atrás da Top Internacional).
Técnico do Pnae: Leomir Araujo

Garantir alimentação nutritiva e de qualidade, diariamente, a estudantes da rede pública de ensino é um dos principais desafios do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Para alcançar esse objetivo, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) promove na próxima sexta-feira, 1º de agosto, o 4º Encontro Regional de Alimentação Escolar, em Boa Vista (RR), que visa capacitar agentes envolvidos com a alimentação escolar nas redes municipais e estadual de Roraima.

Responsáveis por acompanhar a execução do programa em cada localidade brasileira, os conselheiros de alimentação escolar são o principal foco dessa estratégia de capacitação. Segundo a coordenadora de Educação e Controle Social do PNAE, Jordanna Costa, fortalecer o controle social é essencial para melhorar a execução do programa nos estados e municípios.

O encontro, realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, deve ter cerca de 70 participantes, entre conselheiros de alimentação escolar, gestores educacionais e nutricionistas estaduais e municipais. Haverá palestras e oficinas sobre controle social, compras da agricultura familiar, aspectos nutricionais e prestação de contas.

Somente no ano passado, o FNDE repassou R$ 12 milhões para apoiar a alimentação escolar de mais de 131 mil alunos das redes públicas de Roraima. Neste ano, já foram transferidos R$ 5,9 milhões.

Encontros – Outros sete encontros regionais de alimentação escolar estão marcados para ocorrer nas próximas semanas em cidades das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Sempre com foco na capacitação de agentes envolvidos com a execução do Pnae, os eventos serão realizados em Macapá (4/8), Fortaleza (12/8), Olinda (19/8), Palmas (21/8), Manaus (26/8), Cuiabá (2/9) e Rio Branco (9/9).

Serviço
4º Encontro Regional de Alimentação Escolar, em Boa Vista (RR)
Data: 1º/8/2014
Horário: 8h a 17h
Local: Auditório do Centro Estadual de Formação/CEFORR (Avenida Presidente Castelo Branco, nº. 668, Bairro Calungá, Boa vista/RR)
Programação (clique para fazer o download)

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação promove, nesta quinta-feira, 17 de julho, o 3º Encontro Técnico de Conselheiros de Alimentação Escolar, em Campo Grande/MS. O evento conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso do Sul e terá oficinas temáticas direcionadas aos conselheiros da alimentação escolar, nutricionistas e gestores do Programa Nacional da Alimentação Escolar (Pnae).

“A participação social tornou-se recorrente na execução de políticas públicas. Porém, ainda precisamos avançar na efetividade do controle social, o que, no caso do Programa Nacional de Alimentação Escolar, se traduz na atuação dos Conselhos de Alimentação. Com os encontros técnicos, o FNDE visa fortalecer o controle social do Pnae, bem como melhorar a execução do programa nos estados e municípios por meio das capacitações de conselheiros e da realização de oficinas temáticas para gestores e nutricionistas”, afirma a Coordenadora de Educação e Controle Social do Pnae, Jordanna Costa.

O encontro contará com a participação de aproximadamente 200 pessoas de 44 municípios sul-mato-grossenses e abordará os temas: o papel do controle social na política de alimentação escolar; agricultura familiar; processo licitatório; alimentação escolar para povos e comunidades tradicionais e sistemas de prestação de contas, com explicações sobre o uso do Sistema de Gestão de Prestação de Contas (SiGPC-Contas Online) e do Sistema de Gestão de Conselhos (Sigecom).

Os gestores do Pnae participarão de oficinas específicas sobre a Chamada Pública para a compra de gêneros da Agricultura Familiar. Já os nutricionistas envolvidos na gestão do programa participarão de oficinas sobre aspectos nutricionais da alimentação escolar.

Para ver a programação do evento clique aqui.

Alunos que recebem produtos regionais e orgânicos em sua alimentação, agricultores familiares que melhoram a renda entregando a produção para escolas, estudantes mais atentos e com melhor desempenho. Alimentação de qualidade, fresca e nutritiva.

Tudo isso não é uma lista de desejos, mas realidade que pode ser constatada em escolas públicas de Porto Alegre a Belém e do Rio Grande do Norte a Goiás ou Minas Gerais, informa o Repórter Escola – iniciativa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) que visa identificar e divulgar boas práticas na execução de programas educacionais no país. O Repórter Escola viajou pelas cinco regiões geográficas do Brasil ouvindo as histórias de quem vive e faz a alimentação escolar no país.

Histórias de estudantes bem alimentados e com melhorias no processo de aprendizagem; de nutricionistas satisfeitos com a variedade e a qualidade dos produtos que dispõem para o planejamento dos cardápios; de merendeiras idolatradas pela garotada; de famílias de agricultores com mercado garantido e renda no bolso.

A história do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) teve início há quase 60 anos, em 1955. O programa foi aprimorado pela Lei nº 11.947, de 2009, que definiu novos parâmetros e diretrizes para a alimentação escolar nas unidades de educação básica.

Desde então, ampliou o foco de atuação e multiplicou benefícios e beneficiários. A norma determina, por exemplo, que estados e municípios devem aplicar pelo menos 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a alimentação escolar na compra direta de gêneros alimentícios produzidos pela agricultura familiar. Isso proporciona um novo mercado para milhares de pequenos agricultores no país. E ainda leva alimentos de qualidade, fresquinhos, para as mesas das escolas públicas brasileiras.

Esses gêneros são muitas vezes produzidos por assentados da reforma agrária, caso dos agricultores do Assentamento Filhos de Sepé, em Viamão (RS), que vendem produtos orgânicos para alimentação escolar na região metropolitana de Porto Alegre.

Em algumas localidades, agricultores familiares ampliaram a produção ao começar a vender para escolas, como em Trindade (GO) e nas cidades mineiras de Arinos e Buritis.

Já em Belém (PA), além da compra da agricultura familiar, um dos destaques é a regionalização dos cardápios, que contam com produtos tradicionais da Amazônia, como peixe e açaí. O respeito às tradições alimentares regionais também foi observado na rede estadual do Rio Grande do Norte, que pretende alcançar índice de 70% dos recursos repassados pelo FNDE investidos na aquisição de gêneros da agricultura familiar.

Mais do que um programa que fornece alimentação nutritiva aos estudantes da educação básica enquanto estão na escola, o Pnae melhora a vida de agricultores familiares, desenvolve o hábito da alimentação saudável e evita a evasão de alunos.

Confira estas e outras histórias nos links abaixo.

Seja qual for a formatura na Escola Estadual de Educação Básica Professor Gentil Viegas Cardoso, uma coisa é certa: Carla Jaqueline Feijó dos Santos, a Jaque, será homenageada. Todas as turmas, tradicionalmente, fazem questão de retribuir o carinho e a dedicação que receberam dela, merendeira da escola.

“O outro dia ela estava com calos na mão, de tanto descascar legumes para a sopa”, conta a aluna Mara Rejane de Brito. “Ela tinha que trabalhar num restaurante”, diz outro admirador, o aluno Alexandre da Silva Prates.

Localizada na região metropolitana de Porto Alegre (RS), no município de Alvorada, a Escola Gentil atende a mais de 2 mil alunos, desde o ensino fundamental até a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Jaque, que já morou no bairro, parece conhecer cada um deles. E não é raro ganhar beijos e abraços dos que estão na fila da comida. Ela começou na escola como auxiliar administrativa, mas já tinha noção de cozinha, por herança familiar: “minha bisavó, minha avó e minha mãe eram cozinheiras”, revela.

Das mãos de Jaque saem quatro refeições por dia: merenda da manhã, almoço, merenda da tarde e jantar. Parte da comida é fornecida por agricultores familiares da região, incluindo produtos orgânicos, ou seja, cultivados sem o uso de venenos ou insumos químicos. É o caso do arroz, produzido por assentados da reforma agrária no município vizinho de Viamão.

“O arroz é muito soltinho, tu não pega aquelas bolas, ele chega a se espalhar no prato”, constata Alexandre, que está terminando o ensino médio pelo EJA, com aulas à noite. Alexandre come pouco em casa. Sua principal refeição é o jantar preparado por Jaque. Depois de passar por um estresse relacionado ao trabalho, Alexandre passou a perder peso. Chegou a pesar 62 quilos. Em quatro meses, depois de começar o EJA – e frequentar o refeitório da escola – já ganhou nove quilos. “A comida daqui é excelente, muito gostosa! Gosto de me servir duas vezes. É a refeição mais substanciosa que faço no dia”, conta.

O filho de Alexandre, Victor Prates, de 20 anos, costuma dividir com ele a mesa do refeitório e a mesa da sala de aula – são colegas de turma no EJA. Victor trabalha numa rede mundial de restaurantes de sanduíches. Enjoa do cheiro e resvala no chão por causa da gordura. Sai do trabalho, passa em casa para tomar um banho e vai com o pai para a escola, a tempo de pegar o jantar. “A comida daqui é muito melhor. É boa mesmo”, comemora.

A professora Maureen Oliveira, responsável pelo funcionamento do refeitório, diz que o sucesso da alimentação se deve, também, ao fato de que todos ajudam quando é necessário. E que melhorou muito desde que o recurso para a alimentação escolar passou a ir direto para a escola.

“Antes a merenda ficava muito restrita”, resume. “Depois que a verba passou a vir diretamente para a escola, a gente faz com que o dinheiro renda”, diz.

O FNDE repassa recursos para a alimentação escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). São atendidos pelo Programa os alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias (conveniadas com o poder público).

Atualmente, o valor repassado pela União a estados e municípios por dia letivo para cada aluno é definido de acordo com a etapa e modalidade de ensino. O valor varia de 30 centavos (para alunos do ensino fundamental, médio e EJA) a R$ 1, para alunos de creches.

Este ano, o orçamento do Pnae é de R$ 3,6 bilhões, para beneficiar 42 milhões de alunos. O dinheiro é transferido em dez parcelas mensais, para atender 200 dias letivos no ano, e deve ser utilizado na aquisição de gêneros alimentícios para a merenda escolar, sendo 30% empregados na compra direta de produtos da agricultura familiar.

Os recursos, porém, não garantem sozinhos uma boa alimentação. “Nossas merendeiras são maravilhosas”, reconhece a professora Maureen. Acrescenta que um dos segredos para o sucesso do refeitório é a participação de todos. “Eu mesma canso de lavar pratos, quando é necessário”, conta. “Todo mundo ajuda”, completa.

Para Mara Rejane de Brito, o jantar servido pela escola é um incentivo para a frequência às aulas. “Tem muitos colégios que não servem a janta. O pessoal fica com fome até as dez, dez e meia, e as pessoas desistem de estudar”, conta.

O jantar do Gentil fez tanta fama que os alunos passaram a trazer as famílias. “Aí, a gente conversou com eles e explicou que não podia, que a alimentação é só para os alunos, e o problema se resolveu”, conta Maureen.

Em ocasiões, porém, é preciso atenção redobrada para restringir o público, principalmente quando fazem parte do menu alguns dos pratos de maior sucesso: cachorro-quente, estrogonofe, macarrão – quando vão para a panela 120 pacotes de massa – e pratos típicos da culinária gaúcha, como galeto e, sim, churrasco. “Fazemos churrasco pelo menos uma vez por ano, na Semana Farroupilha (em setembro). Os alunos trazem de casa churrasqueiras, carvão e parte da carne. A escola também fornece outra parte da carne e acompanhamentos”, conta Maureen. As churrasqueiras são instaladas no pátio e assim que as primeiras carnes vão para as brasas, o vento se encarrega de espalhar a notícia pelo bairro. Uma prova de resistência para os vizinhos.

Confira outras histórias nos links abaixo.

A hora do almoço no Centro Municipal de Educação Infantil Alcina Maria de Carvalho, em Trindade (GO), é uma das mais aguardadas. Crianças enfileiradas e com água na boca, ansiosas pelo prato principal do dia: arroz, feijão, frango ao molho com abóbora e salada de alface e beterraba.

Cravada em um setor habitacional com população de renda mais baixa, a escola funciona em tempo integral e fornece cinco refeições por dia aos alunos de até 5 anos. Segundo a diretora Romilda Ferreira Barbosa Freire, boa parte dos pequenos estudantes faz suas principais refeições na unidade de educação infantil. “Muitas crianças não têm alimentação em casa. E quando estão bem alimentadas, elas dormem melhor, prestam mais atenção nas aulas, têm um melhor aprendizado e ficam até mais calmas”, afirma.

No refeitório, os rostos exalam alegria e satisfação. Os pratos são distribuídos e a criançada ataca rapidamente. Em poucos minutos, os pratos ficam vazios e as barriguinhas, cheias. “Buscamos fornecer uma alimentação saudável, de boa qualidade, com todos os nutrientes, pois sem alimentação adequada não há aprendizado”, afirma Francisca Martins de Souza, gerente do Departamento de Merenda Escolar de Trindade.

Enquanto as crianças almoçavam, chegava uma nova entrega de alimentos. Wanderson Batista Pereira, agricultor familiar, entrega produtos fresquinhos todas as semanas nos 11 centros municipais de educação infantil. São legumes e hortaliças que saem direto do campo para as despensas e cozinhas das escolas. Ele também faz entregas nas 22 escolas de ensino fundamental.

“As folhas são colhidas no mesmo dia em que fazemos as entregas”, afirma Wanderson. “Por conta do cardápio feito pela nutricionista, a gente entrega produtos diferentes a cada semana”, completa.

Nesse ponto, a equação se completa. De um lado, estudantes degustam uma alimentação nutritiva e fresquinha. Do outro, agricultores familiares reforçam a produção ao encontrar um novo nicho de mercado.

Os dois lados dessa equação fazem parte da mesma política gerenciada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE): o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

No ano passado, a Prefeitura de Trindade recebeu R$ 697 mil do PNAE. Fora esse valor, o município investiu mais R$ 1 milhão na alimentação escolar de seus alunos, segundo a Secretaria Municipal de Educação.

 

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Desde 2008 a nutricionista Mirian Marcolino da Cunha está na Secretaria Municipal de Educação de Unaí preparando os cardápios das crianças que estudam nas escolas municipais. Ela vive de um lado para o outro para atender a todos sempre com a mesma atenção. São representantes de Conselhos de Alimentação Escolar (CAEs), merendeiras, professores e as crianças que vivem na zona rural e vêm estudar nas escolas da cidade.

“Eu me preocupo com o paladar das crianças, pois são elas que comem todos os dias aqui. Eu quero que se alimentem do que gostam e que esse alimento seja nutritivo e balanceado”, diz Mirian, que prepara 29 cardápios mensais com diferentes alternativas, para cada escola que atende, entre ensino fundamental e creche, onde são servidas quatro refeições diárias. Nesse cardápio tem de ter arroz com frango, pão com carne, sanduíche natural, torta de frango e iogurte, “pois a turma já aprovou e sempre pede mais”.

A Escola Municipal Professora Jovelmira J. Vasconcelos é uma das escolas que a nutricionista atende e onde faz questão de conferir todos os dias como está sendo aceito o cardápio. Conta que a cada ano faz teste de aceitabilidade dos novos alimentos, antes que eles sejam introduzidos no cardápio mensal. De acordo com ela, esse teste inclui perguntas diretas às merendeiras e aos alunos. “Pergunto sempre às cantineiras qual foi a reação dos alunos ao provar um novo alimento. Ao mesmo tempo, faço a pesquisa junto às crianças. Só depois introduzo a novidade no cardápio”, revela.

De acordo com a diretora da escola, Jaqueline Aparecida de Magalhães Mendes, são 480 alunos matriculados do 1º ao 9º ano e, no período vespertino, 90% dessas crianças vêm da zona rural.

É o caso da pequena Gisele Alves Vieira, 9 anos, aluna do 4º ano, que vem de longe para a aula. Mesma rotina das suas coleguinhas de classe, Maria Clara dos Santos; Bárbara Vitória e Ana Cláudia Braga, todas da mesma idade de Gisele. O pequeno Samuel Vinícios, também de 9 anos, é exceção. Ele mora em Unaí mesmo.

Uma coisa todos os alunos têm em comum: o prazer de comer a merenda preparada pelas merendeiras Francisca de Oliveira, que há 10 anos prepara os alimentos servidos na hora do lanche, e sua ajudante de cozinha, a merendeira Nilda Freitas da Silva, que também está nessa rotina há 10 anos. “Essa é a hora que eu mais gosto, porque eu adoro quando eles pedem mais”, diz Francisca. De acordo com as merendeiras, o prato preferido é a galinhada, mas as crianças também citaram outras delícias que adoram. A Maria Clara disse que gosta muito de arroz doce e mingau. Já Ana Cláudia e Gisele revelaram que preferem o pão com carne. O Samuel, por sua vez, disse que gosta de tudo que servem na escola, “menos jiló”.

A nutricionista Mirian Marcolino disse que os alimentos são comprados via licitação e que mensalmente solicita à Secretaria de Educação os produtos não perecíveis. Já os perecíveis são entregues semanalmente. Com exceção do leite e do pão, que são entregues diariamente.

Em 2013, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) transferiu R$ 604,5 mil para a alimentação escolar em Unaí, e o município participou com cerca de R$ 300 mil, completando o orçamento.

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