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Brasil e FAO celebram 10 anos de cooperação internacional para o combate à fome

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
  • Sexta, 19 Outubro 2018 15:24
Brasil e FAO celebram 10 anos de cooperação internacional para o combate à fome

Nesta sexta-feira, 19, representantes do Governo Brasileiro apresentaram em Roma, na Itália, o balanço dos resultados alcançados nos últimos 10 anos de trabalho, no âmbito da cooperação sul-sul junto à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), com vistas ao combate à fome. Ao todo foram cerca de 30 iniciativas desenvolvidas, e com resultados efetivos já alcançados em países da América Latina, Caribe e África. A parceria investiu mais de US$ 60 milhões, em cerca de 25 países, para a promoção do desenvolvimento rural sustentável, da agricultura e da segurança alimentar e nutricional no âmbito da Cooperação Sul-Sul (CSS) Trilateral.

Durante a abertura do evento, o diretor-geral da FAO, José Graziano, lembrou a importância histórica do país no âmbito das cooperações para o combate à fome. “O Brasil foi um dos países que assinaram o documento de fundação da FAO em 1945. Naquele tempo, em que a guerra assolava o mundo e a fome matava milhares, o Brasil já tinha amadurecida a consciência de que se precisava estabelecer estratégias, em âmbito internacional, para o combate à fome. Por isso, celebrar esses 10 anos da cooperação sul-sul junto ao Brasil é especial, pois o país sempre foi um dos grandes braços que investem nas políticas públicas de alimentação e que está empenhado para elevar o nível do compartilhamento de experiências em âmbito internacional”, afirmou.

Representando o Brasil, o presidente do FNDE, Silvio Pinheiro, destacou o caráter sistêmico das políticas públicas voltadas para alimentação escolar no Estado brasileiro, focando em sua forte interação com os diversos órgãos do setor público. Ele destacou ainda a cadeia transversal na construção de diretrizes nacionais que envolvem o Ministério da Saúde, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Desenvolvimento Social, somadas à participação da sociedade civil, por meio do Consea e dos Conselhos de Alimentação Escolar, que são constituídos por pais de alunos, diretores, estudantes e também pequenos agricultores.

“Entre muitas conquistas que temos para comemorar, gostaria de mencionar aqui, nesse espaço de compartilhamento, o grande avanço que é a consolidação do nosso programa de alimentação escolar, definido como estrutura sólida na perspectiva da defesa do direito humano à alimentação saudável e adequada. E, inspirado na nossa experiência, outros quatro países também promulgaram leis que garantem execução parecida desta política pública tão importante para o desenvolvimento educacional e humano. Gostaria de mencionar também que já temos outros países trabalhando sua legislação para implementacao, já estabelecendo a alimentação escolar como política obrigatória”, afirmou Pinheiro.

Brasil e FAO trabalham agora na definição de um novo plano estratégico que orientará as ações da próxima década de parcerias. Conforme afirmou o Diretor da ABC, embaixador Ruy Pereira: “Queremos estabelecer um Programa ainda mais amplo para os próximos anos e a reflexão conjunta de hoje nos ajudará neste sentido”. O novo programa irá contribuir para enfrentar os desafios emergentes para a SAN na região, especialmente em relação às taxas crescentes de obesidade e os impactos negativos da mudança climática nos meios de subsistência.

 Assessoria de Comunicação Social

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