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2004

Qualidade dos livros didáticos é elogiada pelos usuários

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE com informações do Ministério da Educação
  • Quinta, 26 Fevereiro 2004 00:00

Assessoria de Comunicação do MEC (Brasília) - Seriam 15 livros didáticos, no mínimo, a cada ano letivo, que a paraense Noelma Alves de Morais teria de comprar. Contudo, seus três filhos fazem parte do universo de mais de 32 milhões de estudantes que se beneficiam do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) , executado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC de financiamento do ensino fundamental.

Érica Fernanda (13 anos, 7ª série), Celina Vanessa (12 anos, 5ª série) e Emerson (10 anos, 4ª série), estudam no Centro de Ensino Fundamental número 1 da Vila Planalto (DF) e receberam, na semana passada, os livros que vão utilizar durante este ano letivo. Noelma, uma faxineira radicada há 12 anos no Distrito Federal, diz que não conseguiria manter os três filhos na escola se tivesse de adquirir os livros. "Já tenho de comprar o material de escola e, como ganho pouco, receber os livros de graça é uma grande ajuda, principalmente porque são de qualidade, atuais e integrados com o estudo de hoje".

No ano passado, Érica Fernanda, a filha mais velha, gostou especialmente do livro de Geografia. Este ano, ficou ansiosa antes de receber as novas obras. Depois que a sua mãe assinou o termo de compromisso, ela disse que passaria o final da semana dando uma olhada nelas. A família diz cuidar muito bem dos livros, porque sabe que eles servirão para outros estudantes, no próximo ano.

Bússola - Na Escola Classe da Superquadra Sul 209, no Plano Piloto, em Brasília, onde estudam 300 crianças de 1ª a 4ª série, os livros do PNLD também fazem sucesso. "Eles são a bússola dos professores", afirma a vice-diretora da escola, Mara Rocha da Silva. Segundo ela, os alunos adoram os livros porque são novos e bem coloridos. Na semana passada, antes de entregar os 1.145 livros e 42 dicionários, a escola carimbou cada obra. Os pais dos alunos foram orientados a ajudar as crianças a conservá-los e devolvê-los no final do ano. "Informamos à regional de ensino o nosso estoque de devolução e se em alguma escola faltar um ou dois livros, por exemplo, é feito o remanejamento", explica a diretora Deborah Noely.

A orientadora educacional da escola, Eliana Dayer, lembra que livros são uma mercadoria cara. Para economizar, Eliana sempre optou por comprar livros usados em casas especializadas em Goiânia. "Brasília precisa adquirir esta cultura, inclusive na rede particular", finaliza. Hoje, quem precisa comprar livros didáticos novos para os filhos sabe que a quantidade não é pequena e o custo, tampouco.

Operação - O PNLD distribuiu, para serem utilizados em 2004, cerca de 120 milhões de livros didáticos - aproximadamente 50 mil toneladas - a 153 mil  escolas públicas do ensino fundamental do País. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) recolhe os livros diretamente nas editoras e começa a operação de distribuição cinco meses antes do início das aulas, para que nenhum aluno fique prejudicado nem tenha o estudo comprometido.

Repórter: Súsan Faria

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