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2005

Campinas e Macapá têm experiências modelo de gestão

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE com informações do Ministério da Educação
  • Quarta, 26 Outubro 2005 01:00

ASCOM-FNDE (Brasília) - Macapá, capital do Amapá, tem uma escola que possui um sistema de sonorização que é um sucesso. Os alunos disputam uma vaga de locutor. Já cidade paulista de Campinas tem um programa que é a cara do PDDE e que, aliado a ele, financia projetos pedagógicos que também fazem o maior sucesso entre a criançada. Nas duas cidades, uma coisa em comum: esses projetos são financiados com recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC).

Este ano, o programa completa dez anos e celebra a data recebendo, em Brasília, educadores de todas as regiões do país no 1º Encontro Nacional do PDDE, que se realiza de 25 a 27 de outubro na Academia de Tênis de Brasília.

No encontro de hoje, a diretora do departamento financeiro da Secretaria de Educação de Campinas, Carmen Lucia Wagner, proferiu palestra para os participantes. Segundo ela, existem 33 mil alunos em 42 escolas do ensino fundamental na cidade e, quando o PDDE foi criado, Campinas se cadastrou com 38 escolas, para receber os recursos do programa. No ano seguinte, apenas duas escolas constituíram unidade executora (UEx) para gerir seus próprios recursos. "Houve muita resistência dos diretores, porque eles não concordavam em criar uma instituição privada para gerir recurso público", conta a diretora.

Segundo ela, depois de um processo de conscientização e, principalmente, de constatarem os benefícios do programa, todos mudaram de opinião. Para resolver a questão da criação de unidades executoras, a prefeitura criou, em 1997, a Associação de Amigos da Emef. Com a mudança de postura, também houve um salto no valor do recurso transferido pelo FNDE. Em 1995, foram apenas R$ 205,6 mil; hoje, R$ 242,2 mil.

Conta Escola - A diretora ressaltou que o recurso do PDDE é utilizado praticamente para aquisição de bens de capital. Isso desde 2002, quando a Secretaria de Educação de Campinas criou o programa Conta Escola, baseado em experiências inovadoras do PDDE em cidades do Rio Grande do Sul, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O Conta Escola nasceu para suprir uma necessidade da população, que se ressente de escolas do ensino infantil. "Como o PDDE só atendia o ensino fundamental, decidimos criar um programa nos mesmos moldes para estender o benefício aos outros níveis", disse.

O PDDE e o Conta Escola de Campinas promovem, atualmente, diversos projetos que mobilizam as comunidades escolares. Entre eles, jogos de leitura (para pessoas com dificuldade motora ou de compreensão), projeto fanfarra, montagem de rádio educativa, ginástica olímpica, videokê nos intervalos das aulas, meio ambiente, linguagem de sinais,estudo do meio (contempla a ida de estudantes a teatros, cinema, museus etc.), videoteca e brinquedoteca. Além disso, os recursos dos dois programas financiam a filmagem de eventos, a aquisição de equipamentos audiovisuais e a participação de jogos esportivos, por exemplo.

Macapá - A chefe da seção de avaliação, controle e acompanhamento das caixas escolares da Secretaria de Educação de Macapá, Roseana Marçal Valente, apresentou uma experiência inovadora da Escola Eunice Picanço, possível graças aos recursos recebidos do PDDE. O projeto chama-se Sonorização do Ambiente Escolar e tem como tema a integração, a participação e o respeito.

O projeto começou a partir de 2004 e funciona nos três turnos. Durante todo o dia, os alunos podem utilizar os aparelhos de som e imagem da escola para apresentar músicas instrumentais, vídeos, DVDs sobre temas variados, como família, saúde, meio ambiente, boas maneiras, cultura local, drogas e violência. Mas esses instrumentos são também utilizados para a divulgação de avisos importantes, calendário escolar, programação de eventos e cumprimentos pelos aniversários.

O mais interessante é que, agora, todos os alunos querem ser locutores - o que provoca uma corrida aos microfones. "Eles não perdem mais as aulas e acabamos até atraindo os pais ausentes para participar das atividades na escola", conta Roseane Valente. Segundo ela, o projeto ajudou a elevar a auto-estima das crianças e estimulou o interesse de muitos da comunidade em se oferecer como voluntários para as atividades culturais.



Repórter: Lucy Cardoso

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