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Alimentação escolar

Encontro on-line discute ações para garantir a segurança alimentar de estudantes da América Latina e Caribe

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
  • Quinta, 09 Abril 2020 18:21
Encontro on-line discute ações para garantir a segurança alimentar de estudantes da América Latina e Caribe
Assessoria de Comunicação do FNDE, com informações da ABC

 

Reunião remota contou com a participação de representantes de 17 países

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação, promoveu, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), encontro on-line para discutir como garantir a segurança alimentar de milhões de estudantes da América Latina e do Caribe nesta época de escolas fechadas por conta da pandemia do coronavírus. A reunião virtual contou com a participação de 67 profissionais de 17 países, entre gestores públicos, especialistas em alimentação escolar e representantes da FAO e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), responsável por coordenar, junto com o FNDE, diversos projetos de cooperação técnica internacional nos temas da alimentação escolar e segurança alimentar.

Um dos representantes do governo brasileiro no encontro, o coordenador-geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), Valmo Xavier da Silva, lembrou que o esforço no Brasil envolveu inclusive mudanças na legislação, já que as normas não permitiam a distribuição de alimentos às famílias dos estudantes.

Publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) da última terça-feira, 8, a Lei nº 13.987/2020 alterou a Lei nº 11.947/2009, que dispõe sobre alimentação escolar. Agora, estados, municípios e o Distrito Federal poderão distribuir gêneros alimentícios adquiridos com recursos do Pnae para as famílias de estudantes das redes públicas de ensino. “A fome não espera”, afirmou o coordenador. “Essa troca de experiências entre países e organismos envolvidos com o tema é muito importante para que, juntos, busquemos soluções para os problemas que todos estamos enfrentando globalmente”, concluiu.

Outros países também apresentaram suas ações para garantir a segurança alimentar de seus estudantes. A principal solução compartilhada foi a manutenção da alimentação dos alunos por meio da distribuição de pacotes com produtos perecíveis e não perecíveis, em quantidade suficiente para um período de duas a três semanas. Alguns países separaram grupos de estudantes mais vulneráveis para que esses pacotes rendessem até duas refeições diárias. A distribuição de alimentos já estocados nas escolas e com perigo de perda de validade também foi questão central nos debates.

Outro tema discutido foi a logística para a entrega de alimentos às famílias dos estudantes, para evitar aglomeração de pessoas nas portas das escolas. A manutenção de empregos de diversos profissionais envolvidos com a alimentação escolar e a busca por meios de garantir a compra dos alimentos dos agricultores familiares também entraram nas discussões.

O encontro remoto terá continuidade no dia 16 de abril, quando demais países apresentarão as medidas tomadas. Também haverá o compartilhamento de dados e documentos relativos às ações em andamento.

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