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2006

Ministro faz balanço da evolução no ensino técnico

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE com informações do Ministério da Educação
  • Quarta, 15 Março 2006 00:00

ASCOM-MEC (Brasília) Na abertura do Encontro Nacional das Entidades Executoras do Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep), o ministro da Educação, Fernando Haddad, além de falar sobre o programa, fez um balanço de todos os investimentos do governo federal na educação profissional e tecnológica.

"Praticamente dobramos o custeio das escolas técnicas em quatro anos, revogamos leis ou decretos que impediam a expansão do ensino técnico nos Cefets e a integração com o ensino médio, o que está nos possibilitando investir na expansão do sistema", afirmou Haddad, referindo-se à construção de 42 instituições até 2007 - cinco escolas técnicas, quatro agrotécnicas e 33 unidades de ensino descentralizadas (Uneds). Serão investidos R$ 150 milhões, dos quais R$ 57 milhões em 2006 para a construção de Uneds. Já em 2006, doze centros federais de educação tecnológica (Cefets) vão oferecer dez mil novas vagas. Outras 15 mil serão criadas a partir de janeiro de 2007.

Haddad falou ainda sobre o convênio que será assinado na próxima quinta-feira, 16, entre o MEC e o sistema S (Sesi, Senai, Senac, Sesc, Sebrae, entre outros), no qual o sistema S oferecerá o ensino médio integrado à educação profissional. "No mundo inteiro, o ensino médio ou é pré-acadêmico, para os que têm vocação para a universidade, ou tem que ser profissional, para permitir ao jovem desenvolver competências e habilidades e ter uma inserção digna no mercado de trabalho", ressaltou.

O ministro encerrou falando sobre o Proep. Disse que são factíveis as metas de concluir 252 convênios durante o ano - 45 até o final do primeiro semestre, 185 até dezembro e outras 22 transferências do segmento comunitário para a rede federal -, sendo 116 novas escolas, com investimento total de R$ 236 milhões. Destacou que o programa vai significar alterações positivas em todos os locais onde for aplicado, especialmente no interior, em que o acesso à educação superior é mais difícil. E ressaltou a importância de as entidades executoras e o MEC conservarem a parceria e a cooperação, como forma de se manter a sustentabilidade dos projetos e garantir que as metas quanto à gratuidade da oferta de vagas sejam cumpridas.

Proep - O governo federal firmou convênios com o segmento comunitário (organizações não-governamentais, sindicatos e fundações), com governos estaduais (na maioria dos casos, com secretarias estaduais de ciência e tecnologia ou educação) e com o segmento federal, por meio dos Cefets e escolas agrotécnicas.

São oferecidos cursos nas áreas de saúde, informática, agropecuária, turismo, meio ambiente, desenvolvimento local, gestão e construção civil, dentre outros, para qualificar mão-de-obra e, conseqüentemente, auxiliar na geração de emprego e renda.

O Proep, decorrente do acordo de empréstimo assinado entre o Ministério da Educação e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tem vigência até novembro deste ano. O objetivo do governo é renovar o contrato e integrá-lo ao Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja), para permitir o aumento da escolaridade integrada ao ensino profissionalizante.



Repórter: Rodrigo Dindo

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