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PNAE

Mali quer apoio brasileiro na alimentação escolar

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
  • Quarta, 14 Dezembro 2011 11:01

A República do Mali quer o apoio do governo brasileiro para aprimorar seu programa de alimentação escolar. Essa foi a mensagem trazida pelo ministro da Educação do país africano, Salikou Sanogo, na tarde de ontem (13), em visita ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). “Queremos saber as dificuldades que o Brasil encontrou e aproveitar a experiência brasileira para aplicarmos no Mali”, afirmou Sanogo. “Nós já temos um programa de cantinas escolares, mas precisamos melhorar e atrair os alunos para as escolas”, completou.

Ao receber a comitiva, o presidente do FNDE, José Carlos Freitas, lembrou a larga experiência do Brasil na área de alimentação escolar. “O programa brasileiro atua há mais de 50 anos e serve refeições diariamente a 47 milhões de estudantes”, disse. “Precisamos agora firmar um acordo de cooperação técnica para que possamos contribuir para melhorar a alimentação escolar no Mali”, completou.

Também presente ao encontro, o diretor do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Daniel Balaban, ex-presidente do FNDE, afirmou que o PMA e o governo do Mali promoverão um workshop na capital do país africano em 2012 sobre o tema. “Vamos convidar representantes de diversas áreas do governo brasileiro e eles poderão mostrar como podem ajudar o governo do Mali no combate à fome e à desnutrição por meio da alimentação escolar.”

Durante o encontro, a coordenadora-geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), Albaneide Peixinho, ressaltou a importância de ter uma base legal para que o programa africano alcance o sucesso esperado. “Isso faz com que seja um programa de Estado e não de governo”, disse Albaneide.

A comitiva do Mali está no Brasil desde a semana passada e já visitou escolas públicas na Bahia para conhecer de perto a execução do programa de merenda escolar.

Exemplo – Considerado pela Organização das Nações Unidas como exemplo bem sucedido de política pública na área de alimentação escolar, o PNAE atende diariamente 47 milhões de estudantes no Brasil.     Atualmente, 18 países mantêm acordos de cooperação técnica com o FNDE em torno da alimentação escolar, como Cabo Verde, Moçambique, Timor Leste, Colômbia e Suriname. O intuito é promover a criação de programas específicos em cada país, a partir da realidade de cada nação, mas baseados na experiência brasileira.

Além da alimentação escolar, o ministro Salikou Sanogo mostrou interesse sobre as fontes de recursos utilizadas no Brasil para o desenvolvimento da educação. “Também queremos criar um fundo para financiar a educação”, afirmou Sanogo.

O presidente do FNDE citou a norma constitucional que obriga que estados e municípios apliquem 25% de sua arrecadação com impostos em educação e explicou como funciona o salário-educação, outra fonte importante para financiar a educação básica pública no Brasil. “O salário-educação é um percentual de 2,5% sobre a folha de pagamento de todas as empresas no Brasil. E o valor arrecadado é todo revertido no desenvolvimento da educação”, disse Freitas.

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Assessoria de Comunicação Social

 

 

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