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2008

Encontro da merenda escolar debate crise mundial de alimentos

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
  • Quarta, 26 Novembro 2008 01:00
ASCOM-FNDE(Brasília) - A crise mundial de alimentos foi o principal tema dos debates da manhã de hoje no 4º Encontro Nacional do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). O evento, que está sendo promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão responsável pelo programa, começou na noite de ontem no hotel Praiamar, em Natal, e prossegue até a próxima sexta-feira, dia 28.

“São vocês que fazem a alimentação escolar no país. Precisamos conversar e colocar as experiências e anseios de todos no planejamento do nosso trabalho, para que o Pnae continue crescendo ano após ano”, afirmou para a platéia de 700 pessoas o presidente do FNDE, Daniel Balaban, ao abrir o encontro. Entre os presentes estão gestores estaduais e municipais de educação, conselheiros de alimentação escolar, diretores, professores e pais de estudantes.

Hoje, na primeira manhã de debates, representantes do FNDE, do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e de organismos internacionais discutiram como a crise de alimentos está afetando a alimentação escolar no Brasil e no mundo. Todos concordaram que os países mais atingidos pela crise são os da África Subsaariana, onde 300 milhões de pessoas passam fome. “A instituição de programas de alimentação escolar nesses países poderia salvar milhões de vidas”, disse Balaban, ressaltando que 44% dessa população tem menos de 14 anos.

Fome crônica – Segundo a representante do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Ute Meir, existem em todo o planeta 923 milhões de pessoas em estado de fome crônica e será necessário um enorme esforço internacional para modificar esta situação. No entanto, ela não vê uma mudança a curto prazo. “Junto com o aumento do preço dos alimentos, que começou em 2001 e se agravou a partir de 2005, estamos enfrentando graves mudanças climáticas e, mais recentemente, a crise econômica mundial”, afirmou.

As crises ambiental, alimentar, energética e econômica também foram abordadas pelo presidente do Consea, Renato Maluf, para quem “o papel de quem está envolvido com a questão da segurança alimentar e nutricional é apoiar todas as ações que sejam contrárias às políticas hegemônicas que contribuíram fortemente para essas crises”. Na opinião de Maluf, “o Pnae vai além de dar comida para crianças na escola. O programa é promotor de produção agroecológica e indutor da aproximação entre a produção e o consumo, ações que vão contra a lógica dessa política hegemônica”.

Os trabalhos continuam nesta tarde, com debates em seis mesas redondas, que tratarão de diferentes questões: cooperação internacional; licitação e prestação de contas no setor público; o Programa de Aquisição de Alimentos e a alimentação escolar; estudos sobre carências nutricionais em estudantes; as políticas de alimentação escolar para indígenas e quilombolas; e a escola como sítio de preservação do meio ambiente.


Assessoria de Comunicação Social
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