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2006

Começa em Brasília Encontro Nacional do PNAE

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE com informações do Ministério da Educação
  • Quinta, 23 Novembro 2006 01:00

ASCOM-FNDE (Brasília) - Mais de 500 conselheiros, professores e nutricionistas lotaram o auditório do Bay Park Hotel, em Brasília, para a terceira edição do Encontro Nacional do Programa de Alimentação Escolar (Pnae) 2006, sob o tema "Alimentação Escolar - Um direito humano". O presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), Daniel Balaban, abriu os trabalhos destacando a importância dos conselheiros na execução do programa. "Vocês são os nossos olhos na região e nos municípios".

Para Balaban, o Pnae deu um salto qualitativo nos últimos quatro anos, principalmente devido ao processo sistemático de capacitação dos conselheiros que precisavam de um norte para atuar com efetividade no acompanhamento e fiscalização do programa. Nesse sentido, informou que no dia anterior havia firmado uma parceria com cinco universidades federais, que se constituirão em centros colaboradores em alimentação e nutrição escolar dos alunos da rede pública.

A parceria vai contemplar uma gama de projetos, desde a melhoria da qualidade de gestão, do controle social, passando por capacitações de profissionais de saúde, de educação, de merendeiras e de conselheiros, com a inclusão de estágios extra-curriculares e projetos de extensão e de iniciação científica vinculados ao Programa de A limentação. As universidades parceiras são as universidades federais da Bahia (UFBA), do Paraná (UFPR), do Rio Grande do Sul (UFRGS), de São Paulo (Unifesp) e de Brasília (UnB).

A coordenadora-geral do Pnae, Albaneide Peixinho, falou do reconhecimento que o órgão tem pelo empenho dos atores sociais que se mobilizam em favor do programa. "O Pnae está nesse patamar graças aos ilustres desconhecidos que fazem as coisas acontecerem", disse.

Albaneide Peixinho fez questão de afirmar que o Pnae não é um programa assistencialista, uma vez que a alimentação é um direito humano garantido pela Constituição Federal. Disse, ainda, que apesar de ter sido popularizada com o nome de "merenda", que considera "lanche rápido", o programa é muito mais ambicioso, pois se propõe a oferecer alimentação saudável, aliado ao acompanhamento nutricional dos alunos.

Com esse foco, diversas gestões estão em andamento, tais como a pesquisa de cardápio 2006, a qual se constatou a introdução de mais hortaliças e frutas nas refeições escolares em todo o Brasil, refletindo uma mudança nos hábitos alimentares; e a pesquisa do perfil da alimentação, que prevê o detalhamento das referências nutricionais específicas, por modalidade de ensino. Essas referências contemplam as calorias e proporção de macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídios) e micronutrientes (minerais e vitaminas) necessários ao bom desenvolvimento de crianças e adolescentes, de maneira a evitar tanto a obesidade quanto a desnutrição.

Existem ainda grupos de trabalho envolvidos na questão do teste de aceitabilidade da alimentação escolar e também na elaboração de um projeto de lei da alimentação escolar.

Dois parceiros do FNDE nessa luta pela otimização do Pnae também estiveram representados no evento. Francisco Espejo, do Programa Mundial de Alimentos (PMA), falou da atuação do programa na América Latina e África. José Tubino, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, apresentou um vídeo sobre o projeto piloto das hortas escolares, fruto de parceria entre o FNDE e a FAO e executado nos municípios de Bagé (RS), Santo Antonio do Descoberto (GO) e Saubara (BA). O evento continua amanhã, sexta-feira, com uma extensa programação.

Repórter: Lucy Cardoso

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