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2006

Encontro discute experiências de sucesso na alimentação escolar

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE com informações do Ministério da Educação
  • Sexta, 24 Novembro 2006 01:00

ASCOM-FNDE (Brasília) - Contrapartida local aos recursos transferidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), respeito aos hábitos alimentares e utilização de produtos regionais, plantio de hortas nas escolas, Conselho de Alimentação Escolar atuante, compras de pequenos produtores locais, capacitação permanente de merendeiras, avaliação nutricional dos alunos. Estas são algumas das semelhanças entre o município vencedor nacional e os cinco regionais do Prêmio Gestor Eficiente de Merenda Escolar, anunciados na última quarta-feira, em Brasília, durante a abertura do Encontro Nacional do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que termina hoje, tendo como tema "Alimentação: Um Direito Humano".

As experiências destes seis municípios - Blumenau (SC-vencedor Nacional), Joinvile (SC), Castanhal (PA), Patos (PB), Araxá (MG) e Jussara (GO) - foram relatadas no encontro promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, que conta com a participação de mais de 500 conselheiros, nutricionistas, professores e gestores de todo o país. "A troca de experiências é fundamental para o aperfeiçoamento do programas nos municípios", salienta a coordenadora-geral do Pnae, Albaneide Peixinho. Os relatos foram seguidos de debates, onde os participantes puderam tirar dúvidas e receber orientações de como adaptar os exemplos às realidades de seus municípios.

Em Joinvile, município vencedor da região Sul, o programa funciona em parceria com o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, o que possibilitou a compra de hortifrutigranjeiros de 54 produtores locais. Além disso, mais de 90% das escolas possuem hortas, onde são realizadas atividades pedagógicas, como nas aulas de matemática, onde pode ser feita a contagem de sementes para plantio. "Eles fazem as atividades, mas temos trabalhadores para cuidar dos cultivos", explicou a nutricionista Isaura Nardini, responsável técnica do Serviço de Alimentação e Nutrição Escolar. Para as licitações, realizadas pelo menos a cada seis meses, os concorrentes devem entregar duas amostras dos produtos que desejam vender. "Temos uma cozinha experimental, onde três nutricionistas testam todos os alimentos", detalhou Isaura. Ela também dispensou atenção especial à capacitação das merendeiras. Em parceria com instituições de ensino superior, elas passam por cursos de 80 horas de aulas ministradas por professores e estudantes universitários, de diversas áreas de saúde.

No município mineiro de Araxá, foi realizada uma pesquisa entre os alunos da rede pública para saber as preferências de cada um. "Os cardápios não são os mesmos para todas as escolas e, para as localizadas em áreas rurais e em bairros de baixa renda, a refeição é reforçada", contou a nutricionista da rede, Adriana Leite Azevedo. Entre os cursos ministrados para as merendeiras, ela destaca as aulas práticas de culinária, com chefs de cozinha locais. "Isso é importante, para que elas possam aprender novas receitas, mas elas também têm aulas teóricas", disse Adriana. Responsável pela alimentação escolar do município há quatro anos e meio, ela diz ter enfrentado algumas dificuldades no início, principalmente no ajustamento com os fornecedores, no que diz respeito à qualidade dos produtos entregues. "Muita gente achava que, com as exigências que eu fazia, ia acabar faltando merenda nas escolas, mas isso não aconteceu", contou. Lá, o trabalho do Conselho de Alimentação Escolar não se restringe ao alimento oferecido pela escola. "Eles também passaram a regular o que era comercializado nas chamadas 'vendinhas', que agora não podem vender produtos como refrigerantes, por exemplo", explicou.

Após a troca de experiências da tarde de ontem, os participantes do encontro hoje foram divididos em cinco oficinas, tendo por temas "Elaboração de Cardápios", "Lista de Produtos Básicos", "Aplicabilidade do Teste de Aceitabilidade", "Prestação de Contas e Licitações" e "Alimentação Escolar - Um Direito Humano". As conclusões das cinco oficinas serão sintetizadas em um documento final, debatido durante a tarde do último dia de encontro.


Assessoria de Comunicação Social do FNDE

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