Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro

Breadcrumbs

Início do conteúdo da página
Alimentação escolar

Delegação da Nigéria visita o Brasil para conhecer programa de alimentação escolar

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
  • Quarta, 28 Fevereiro 2018 10:28
Delegação da Nigéria visita o Brasil para conhecer programa de alimentação escolar

Em reunião na sede do FNDE, nesta terça-feira, 27, integrantes do governo nigeriano buscaram informações sobre experiência brasileira na área

Integrantes do governo da Nigéria estiveram em Brasília nesta terça-feira, 27/2, para conhecer as sistemáticas da proteção social brasileira e buscar informações sobre as experiências exitosas do Brasil na área de alimentação escolar.  Em visita à sede do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a delegação participou de palestra sobre a atuação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) nas instituições públicas de ensino.

Referência internacional, o PNAE é o único programa de alimentação escolar no mundo que atende 100% das escolas públicas e inclui todos os níveis de ensino, desde a educação infantil até a educação de jovens e adultos, se estendendo, inclusive, às escolas indígenas e quilombolas. De acordo com Karine Santos, coordenadora-geral do programa, o sucesso e a universalidade do PNAE não surgiram da noite para o dia, portanto é extremamente importante compartilhar as experiências vividas no Brasil com países que queiram desenvolver políticas exitosas na área de alimentação.

“O que temos hoje é fruto de um processo de trabalho contínuo ao longo dos anos, e nossa preocupação atual é manter o aspecto nutricional do programa. Não basta alimentar os estudantes, é fundamental garantir o direito à alimentação saudável, e isso é possível devido às legislações do PNAE, que englobam algumas proibições nas merendas, como a oferta de refrigerantes, por exemplo,  e outras restrições, como a dos alimentos ultra processados e embutidos”, destacou a coordenadora, lembrando que o PNAE atende a cerca de 41 milhões de estudantes.

Karine também explicou que um dos desafios do programa é balancear a questão da má nutrição encontrada em algumas regiões brasileiras e a de um outro problema recorrente, que é a obesidade infantil. “O PNAE já tem mais de 60 anos e antigamente a questão da obesidade e do sobrepeso não era um problema tão grande como o que enfrentamos hoje. Por isso reforçamos a necessidade de reciclagem do programa e constante atualização dos profissionais que atuam junto a ele em suas regiões”, afirmou.

Uma das atualizações veio em 2009, quando foi implementada a Lei nº 11.497/2009, que determina que no mínimo 30% do valor repassado a estados, municípios e Distrito Federal pelo FNDE para o PNAE deve ser utilizado na compra de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações.

Atenta às explicações, a assessora especial da Presidência da Nigéria para as questões sociais, Maryam Uwais, afirmou estar muito satisfeita com a troca de experiências com o Brasil e contou que os conhecimentos apreendidos com o PNAE já estão sendo investidos em seu país. “Estou muito feliz de estar aqui aprendendo com o que já é sucesso. A Nigéria começou com um programa de alimentação como esse e queremos assegurar que estamos no caminho certo”, disse a assessora.

Entre os 13 integrantes da delegação, estavam presentes a Ministra de Estado, Orçamento e Planejamento Nacional, Zainah Shamsuna Ahmed; o Senador Danjuma Laah, vice-presidente do Comitê do Senado sobre Alívio da Pobreza e o presidente do Comitê da Câmara sobre Alívio da Pobreza, Muhammad Ali-Wudil.

O chefe de gabinete do FNDE, Rogério Lot, acompanhou toda a visita e agradeceu à delegação pela confiança e valorização da iniciativa brasileira. “Estamos orgulhosos de poder compartilhar o resultado de nossas ações, que é oferecer uma alimentação adequada aos estudantes. Entendemos que a alimentação é um fator de extrema importância para que os alunos se mantenham nas escolas”, disse Lot, ao contar sobre sua infância em escolas públicas e falar de como ele se lembra até hoje das merendas que eram servidas.

Fim do conteúdo da página