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2014

Lanchas garantem acesso rápido e seguro a escolas da Amazônia

  • Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
  • Terça, 01 Julho 2014 11:22
Lanchas garantem acesso rápido e seguro a escolas da Amazônia

Ainda é hora de Matita Pereira fazer das suas quando começa o movimento de barcos, lanchas e canoas pelos rios de Belém do Pará. Antes dos primeiros raios de sol, já se pode ouvir o ronco dos motores. Matita ou Matinta Pereira (uma velha ou um pássaro), conta a lenda, assusta as pessoas à noite com assovios e assombrações. Se alguém zombar de Matita Pereira, poderá ser perturbado por ela na escuridão da noite. Nas escolas públicas das Ilhas que formam a capital do Pará, sempre há uma história a contar sobre os mistérios de Matita.

Por isso, toda novidade que permita sair de casa com um pouquinho mais de luz do sol é excelente notícia. Talvez por esse motivo, as lanchas do programa Caminho da Escola sejam tão bem recebidas por alunos, pais e professores desse pedaço da Floresta Amazônica onde não é possível ir à escola de ônibus, taxi, bicicleta, de carro ou a pé. A essas ilhas só se chega mesmo pelas águas dos rios. E as águas dos rios variam, e muito, de acordo com as fases da lua, as chuvas e as épocas do ano, alterando correntezas, inundando ou secando ilhas, provendo camarão, impedindo ou dificultando viagens. Em meio a uma natureza tão expressiva, é preciso aprender a conviver com ela.

“Com as lanchas do Caminho da Escola, os trajetos passaram a ser feitos mais rapidamente, em menos da metade do tempo”, conta a coordenadora de educação das Ilhas de Belém, Iraneide Holanda. Antes das lanchas, os alunos eram transportados em barcos de madeira, pesados, lentos e barulhentos, mais vulneráveis às chuvas, ventos, correntes e variações de marés. “Uma viagem que demorava uma hora e meia de barco pode ser feita em apenas 20 minutos numa lancha do Caminho da Escola”, compara a coordenadora.

Os alunos da professora Cleude Costa, da escola Nazaré, na Ilha Grande, passaram a fazer em 45 minutos uma viagem que podia demorar uma hora e meia ou mais, dependendo das condições do tempo e das marés, o que atrasava o início das aulas.

“Eu tinha que começar a aula só às 8h30. Era muito estressante, as crianças ficavam muito agitadas. Meu tempo de trabalho era mínimo. Quando eu conseguia controlar a turma, já era quase hora de ir embora”, conta a professora. “Os alunos estavam desestimulados, o que prejudicava a frequência. A escola hoje está muito melhor. As lanchas melhoraram muito o trabalho e o desenvolvimento dos alunos”, diz.

As lanchas do Caminho da Escola foram projetadas e construídas, inicialmente, pela Marinha do Brasil em cooperação com o FNDE. O projeto foi aprimorado e, atualmente, as embarcações são produzidas pela empresa vencedora do Pregão Eletrônico do FNDE que registrou os preços das lanchas. Em ambos os casos, garantem mais rapidez e segurança que as embarcações comuns.

“A lancha é mais rápida e mais segura”, confirma a mãe da aluna Linda Evelyn, de 7 anos, Daniele Cruz Santiago. “Eu fico mais tranquila sabendo que a Linda viaja na lancha do Caminho da Escola. Antes, no barco, era mais arriscado, com muita maresia, viagens muito perigosas. Agora, as crianças chegam mais cedo, é melhor”, avalia.

A professora Analice Gomes da Mota confirma as melhorias e diz que as vantagens do ensino oferecido em Belém acaba atraindo vizinhos. “Tem gente que vem de outros municípios em busca do nosso ensino de qualidade”, diz.

Em Belém ou nos municípios vizinhos, o certo é que Matita Pereira tira a paz de crianças e adultos. Linda Evelyn, por exemplo, teve sua experiência: “Matita Pereira apeou de noite perto da minha casa. Assoviou e foi para a casa do meu avô. Depois, sumiu no mato”, conta.

Rariane, colega de Linda, nunca viu Matita Pereira. Mas o primo dela sim: “Mateus caminhava de noite tarde. Matita se escondeu no jambeiro e quase pulou nele. Meu primo correu para a casa da vovó e se escondeu lá. A vovó ficou meio coisa”.

 

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